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Alzheimer: três alimentos que ajudam a proteger o cérebro e podem reduzir o risco de demência

Redação27 de outubro de 20264min0
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Estudos associam o consumo de frutas vermelhas, peixes e vegetais de folhas verdes à preservação da memória e da saúde cerebral

A alimentação pode desempenhar um papel importante na prevenção do declínio cognitivo e na redução do risco de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Estudos científicos apontam que o consumo regular de determinados alimentos está associado à preservação da memória e ao funcionamento saudável do cérebro ao longo do envelhecimento.

Entre os padrões alimentares estudados está a dieta MIND, que combina características da dieta mediterrânea e da DASH, originalmente desenvolvida para ajudar no controle da pressão arterial. O modelo prioriza alimentos ricos em antioxidantes, vitaminas e gorduras saudáveis.

Três grupos alimentares se destacam por seus possíveis benefícios à saúde cerebral: frutas vermelhas, peixes ricos em ômega-3 e vegetais de folhas verdes.

Frutas vermelhas ajudam a proteger as células cerebrais

Morangos, mirtilos, framboesas e amoras são ricos em antioxidantes e flavonoides, compostos que ajudam a combater o estresse oxidativo, processo associado ao envelhecimento celular.

Pesquisas relacionam o consumo frequente dessas frutas à preservação de funções cognitivas, incluindo a memória. Os mirtilos, por exemplo, contêm antocianinas, substâncias responsáveis por sua coloração e com propriedades antioxidantes.

O açaí também pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, por apresentar compostos antioxidantes.

Peixes ricos em ômega-3 contribuem para a saúde do cérebro

Peixes como sardinha, salmão e truta fornecem ômega-3, gordura essencial para o funcionamento das células cerebrais.

Um dos principais componentes desse nutriente é o DHA, que participa da estrutura das membranas dos neurônios e contribui para a comunicação entre as células nervosas.

A sardinha se destaca como uma alternativa mais acessível para incluir esse nutriente na alimentação. Além do ômega-3, os peixes fornecem nutrientes como vitamina B12 e selênio, importantes para o funcionamento do sistema nervoso.

A dieta MIND recomenda o consumo de peixe pelo menos uma vez por semana.

Vegetais de folhas verdes podem ajudar a preservar a memória

Couve, espinafre e rúcula também estão entre os alimentos associados à manutenção da saúde cerebral. Esses vegetais fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para o organismo.

As folhas verdes são fontes de vitamina K, folato e outros nutrientes envolvidos em processos relacionados ao funcionamento do cérebro.

Estudos observacionais associam o consumo regular desses vegetais a um declínio cognitivo mais lento durante o envelhecimento. Eles podem ser consumidos crus ou cozidos e incorporados às refeições diárias.

Alimentação saudável não elimina o risco de Alzheimer

Embora os estudos indiquem benefícios associados à dieta MIND, nenhum alimento isolado é capaz de prevenir ou impedir o desenvolvimento da demência. As evidências apontam principalmente para a importância de manter um padrão alimentar saudável ao longo da vida.

Além da alimentação, fatores como idade, genética, atividade física e condições cardiovasculares influenciam o risco de desenvolver doenças neurodegenerativas.

A prática regular de exercícios, o controle da pressão arterial, a manutenção de vínculos sociais e o acompanhamento da saúde também são medidas importantes para preservar as funções cognitivas e favorecer a qualidade de vida durante o envelhecimento.

Fonte: ICL Notícias

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