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Novembro Roxo alerta para riscos enfrentados por bebês prematuros depois da saída do hospital

Redação4 de novembro de 20265min0
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Campanha Novembro Roxo alerta para a importância do acompanhamento especializado de bebês prematuros após a alta e os riscos de reinternação

Bebês prematuros precisam de acompanhamento médico especializado mesmo após receberem alta hospitalar. O cuidado contínuo é fundamental para monitorar o crescimento, a alimentação, a respiração e o desenvolvimento neurológico das crianças que nascem antes de completar 37 semanas de gestação. O alerta é reforçado pela campanha Novembro Roxo, dedicada à conscientização sobre a prematuridade.

A iniciativa deste ano tem como tema “Prematuro: pequeno no tamanho, grande no potencial. Investir no acompanhamento pós-alta é proteger o futuro”. A campanha, desenvolvida em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS), chama a atenção para a necessidade de ampliar a assistência às crianças depois da saída da unidade neonatal.

Segundo Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com, a atenção à prematuridade não deve se limitar aos desafios enfrentados durante a internação. Após a alta, as famílias ainda precisam de orientação, acesso a especialistas e suporte para acompanhar cada etapa do desenvolvimento infantil.

Um levantamento realizado com dados da DRG Brasil identificou 75.301 internações relacionadas ao nascimento de bebês prematuros entre janeiro de 2022 e junho de 2026. Desse total, 53,7% envolveram a necessidade de cuidados intensivos.

O tempo médio de permanência no hospital foi de 15,2 dias, mas variou de acordo com a idade gestacional. Entre os bebês que nasceram antes de completar 28 semanas, a média chegou a 49,4 dias de internação.

O estudo também identificou pelo menos 1.789 readmissões hospitalares nos primeiros 30 dias de vida. Entre as principais causas estavam icterícia, responsável por 69,4% dos casos, problemas alimentares, com 9,8%, e doenças respiratórias.

Acompanhamento após a alta

A saída da UTI neonatal representa um momento de alívio para as famílias, mas também pode trazer insegurança diante dos cuidados necessários em casa. De acordo com a pediatra e neonatologista Rita Silveira, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a alta hospitalar não significa o fim do tratamento.

O organismo de uma criança prematura ainda está em formação e pode apresentar necessidades específicas. Por isso, o acompanhamento deve considerar aspectos como crescimento, alimentação, respiração e desenvolvimento neurológico.

A especialista destaca que a assistência precisa respeitar as particularidades de cada bebê, com avaliações periódicas para identificar possíveis alterações e orientar intervenções quando necessário.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicado em 2024, acompanhou 34 crianças prematuras em um programa de avaliação do desenvolvimento até os 12 meses de idade corrigida.

Entre elas, 18 apresentaram pelo menos um resultado alterado nos testes de desenvolvimento. As crianças que demonstraram sinais de atraso foram encaminhadas para intervenção precoce.

A campanha Novembro Roxo reforça que o acompanhamento especializado permite identificar necessidades e oferecer suporte durante o crescimento, embora não elimine todos os riscos associados à prematuridade.

(Agência Brasil)

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