Pode partir comprimidos ao meio? Psiquiatra alerta para riscos

Na falta de um comprimido com a dosagem que consta na receita médica, alguns pacientes costumam partir remédios para atingir a quantidade ideal. Porém, o médico psiquiatra Guilherme Loss alerta que nem todo comprimido pode ser fracionado.
“A regra para partir comprimidos é: só se deve partir o comprimido se ele tiver aquele sulco (a “covinha” ou risco no meio)”, alerta o especialista durante participação no programa Chamada Geral, da Itatiaia, nesta quarta-feira (4).
Segundo o médico, o risco que divide o comprimido indica que o princípio ativo está distribuído homogeneamente por todo o medicamento. Se não houver a marcação, o comprimido não pode ser partido, porque a dose ficará desproporcional.
O psiquiatra falou especificamente sobre o carbonato de lítio, um estabilizador de humor e principal medicamento antisuicídio para comportamento de risco de autoextermínio. “Ele funciona como um ‘cinto de segurança’ para o impulso nervoso, suavizando a eletricidade entre os neurônios e reduzindo a impulsividade”.
“No caso do carbonato de lítio, existem marcas que vêm sulcadas e outras que não vêm, então é preciso checar o comprimido. O comprimido de 450 mg também tem a vantagem de ser de liberação controlada (CR), liberando o remédio aos poucos para evitar efeitos colaterais fortes. Mas, se o comprimido de 300 mg for sulcado, você pode partir ao meio e ele tolerar bem, não tem problema nenhum”, afirma o médico.
Fonte: Itatiaia

















