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Cidades do Sul de Minas têm temperaturas acima da média em meses frios em 2018

Julia Toledo5 de julho de 20187min0
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Registros do Instituto Nacional de Meteorologia indicam aumento de temperaturas míninas e máximas, mesmo em cidades mais frias.

Quem acordou cedo nas manhãs entre o dia 21 e 23 de maio sentiu a chegada de uma massa de ar frio que trouxe as primeiras temperaturas negativas de 2018 ao Sul de Minas. Nas cidades já conhecidas pelo frio, como Monte Verde e Maria da Fé, as temperaturas registradas foram de -1,6º e 0,3º C. Naqueles dias, a ideia era de que a região tivesse um período de outono e inverno com frio rigoroso. Mas junho passou, começou o mês de julho e a chegada do frio intenso ficou só na expectativa.

Pelas ruas, os casacos são companheiros de quem sai de casa no início da manhã. Mas o que os moradores do Sul de Minas têm sentido é um aumento na temperatura no fim da manhã, com pico e sensação de calor à tarde.

Os números são semelhantes aos dias comuns de primavera ou verão. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nos últimos dias de junho e primeiros de julho, as máximas no Sul de Minas chegaram a 26 graus, com registros de até 30 graus em algumas cidades.

Para se ter uma ideia em relação aos outros anos, a máxima na média histórica para o outono e inverno no Sul de Minas é de 22 a 23 graus durante as tardes nos dias mais quentes, segundo o Inmet. O aumento da temperatura no inverno fez com que a região tivesse menos registros de dias de frio intenso e geadas.

Extremos
Monte Verde, distrito de Camanducaia (MG), registrou a segunda temperatura mais baixa no país na madrugada de 21 de maio. Chegou aos -1,6º C, com sensação térmica próxima aos 6,3º C negativos.

Mais cidades da região tiveram a madrugada fria em maio – em Maria da Fé fez 0,3º C e Caldas 0,5º C. Até mesmo cidades mais quentes, como Varginha, registrou apenas 6º C. Desde então, no entanto, as temperaturas subiram e levaram a um mês de junho atípico.

“No mês de maio a gente teve alguns episódios de frio, com os dias mais frios do ano, com bastante geada. No mês de junho, no entanto, tivemos uma condição de bloqueio atmosférico que deixou a região sob influência de uma massa de ar seco. A gente teve dias de temperaturas elevadas e sem o avanço dessas massas de ar frio”, explica o meteorologista Diogo Arsego, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).

“Foi um mês sem episódios de frio muito intenso, até mesmo na Serra da Mantiqueira, que é uma região normalmente mais fria. Por isso, a gente ficou na expectativa do frio de verdade que até agora não veio”.
Segundo o meteorologista, as temperaturas ficaram acima da média histórica. Em Monte Verde, a temperatura máxima no dia 21 de maio, dia da geada, foi de 12,8º C. No entanto, em junho, as máximas ficaram entre 22 e 23 graus, sem a chegada de nenhum frente fria. E, diferente de maio, não foi registrada nenhuma temperatura negativa.

De madrugadas mais frias, as cidades vão para o extremo, com altas temperaturas durante o dia. Essa diferença entre as mínimas e as máximas é chamada de amplitude térmica – noite frias, dias quentes. O fenômeno acontece por conta do céu claro e pouca nebulosidade e é mais comum entre julho e agosto.

Turismo no frio
Algumas cidades do Sul de Minas têm o turismo baseado no frio. O distrito de Monte Verde atrai turistas de todo o país em busca justamente do frio típico das montanhas mineiras. Por lá, a mudança das temperaturas em 2018 foi sentida.

“Realmente este inverno está fora do comum. Nós tivemos um pico de temperaturas mais baixas só em maio, mas não como ano passado. Este ano não está tão gelado” contou Marcos Cesar Almeida, da diretoria da Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde.

“A principal diferença é que estamos tendo menos dias de temperaturas negativas. Agora tem feito de 3 e 5 graus durante a madrugada, todos os dias, em alguns chega a 6”.

Mas a mudança no clima, segundo Marcos, é um detalhe sutil se for considerado que, para o turista que vem de cidades mais quentes, Monte Verde será sempre mais frio. “Para julho, nós temos um público dentro do esperado, o normal para este mês. O turista vai esperando já temperaturas mais baixas que vai sentir, com certeza, durante as madrugadas. Durante o dia, esquenta mais. Mas o friozinho é garantido”.

Previsão
E será que o frio ainda vem com força ao Sul de Minas em 2018? Esta não é a aposta dos meteorologistas, pelo menos para os próximos dias.

“A previsão é que na próxima semana não vai mudar, está sem uma variação tão significativa. Uma frente fria de São Paulo traz aumento de nebulosidade, que leva à queda das máximas, mas o ar mais frio não avança. Também não tem queda de mínimas, portanto dificilmente teremos temperaturas negativas novamente”, explica Diogo.

Segundo o setor de Meteorologia Aplicada, Desenvolvimento e Pesquisa do Inmet, o prognóstico é de um inverno com temperaturas acima da média em todo o estado de Minas Gerais e chuvas abaixo da média histórica.

 

Fonte: G1.com.br

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