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Idade do contribuinte ajuda ou atrapalha na hora de pedir aposentadoria integral? Especialista explica

Julia Toledo11 de julho de 20186min0
trabalho
O benefício por tempo de contribuição não exige idade mínima, mas a situação muda com relação ao valor recebido, afirma o especialista Hilário Bocchi Júnior.

Quem quer se se aposentar por tempo de contribuição não tem que ter idade mínima, mas para quem quer ter uma aposentadoria integral, a idade do contribuinte na hora de solicitar o benefício é fundamental.

O trabalhador pode escolher entre ter um benefício com valor menor e mais cedo, ou um benefício maior com um pouco mais de planejamento.

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Com quantos anos homens e mulheres se aposentam por tempo de contribuição?
Homens com 35 anos e mulheres com 30 anos de serviços, isso independentemente da idade. Mas o benefício pode ser proporcional em razão da aplicação do fator previdenciário, que decorre da idade e da expectativa de vida.

O que o trabalhador deve fazer para ter a aposentadoria integral?

Existem três possibilidades:

1- A da pessoa com deficiência, que não tem a aplicação do fator previdenciário, independentemente da deficiência ser leve, moderada ou grave;

2- Quando o trabalhador atinge 95 pontos, se for homem, ou 85 pontos, se for mulher.

A pontuação é menor para professores do ensino, básico, médio e fundamental: 90 para professores e 80 para professoras.

3- A aposentadoria especial.

Como esses pontos são calculados? O que pode ser somado neles?
É a somatória do tempo de serviço com a idade.

Um homem, por exemplo, com 35 anos de serviço e 60 anos de idade (35 + 60 = 95) terá 95 pontos e poderá se aposentar integralmente.

A mesma regra se aplica para as mulheres, professores e professoras.

O tempo de serviço especial aumenta a pontuação em 40% para o homem e 20% para mulher.

A fração de anos, como dias e meses, também é computada.

O site do INSS faz cálculo de tempo de serviço, mas não converte o tempo especial em comum? Existe um caminho para o trabalhador saber quanto tempo ganha com cada período insalubre que tenha trabalhado?

O simulado do INSS, de fato, não converte o tempo de serviço especial em comum e isso pode afastar o trabalhador de uma aposentadoria maior ou antecipada.

Existem vários aplicativos que ajudam o trabalhador, de graça, a fazer a simulação do tempo de serviço. Eu fiz um para o contribuinte fazer isso sozinho: www.tempodeservico.com.br. É simples, fácil e grátis.

Mas os beneficiários do INSS devem ficar atentos por que esta pontuação vai aumentar em 2019 de 85/95 para 86/96. É isso mesmo?
Verdade. Essa regra de pontos é crescente. Aumentará um ponto a cada dois anos.

Tabela dos pontos

Quando aumentaHomensMulheresProfessoresProfessoras
01/01/201996869181
01/01/202197879282
01/01/202398889383
01/01/202599899484
01/01/2027100909585

Quais são os cálculos que o trabalhdor deve fazer para saber se antecipa a aposentadoria e pega uma menor ou espera um pouco mais para ter um benefício com valor maior?
Primeiro ele tem que saber quando terá a pontuação necessária e para isso tem o aplicativo do tempodeservico.com.br.

Depois tem que definir o valor do benefício com e sem o fator previdenciário. Para isso pode precisar de uma ajuda profissional. Sugiro que faça um diagnóstico previdenciário.

Com todos esses números em mãos, é a hora de ver quanto vai ganhar antecipando a aposentadoria e somar com o que vai deixar de pagar com as novas contribuições.

Caso o valor seja significativo, valerá a pena antecipar o benefício, senão é melhor esperar.

E se houver mudança na lei?
Este é um fator que tem levado muita gente a bater o martelo e começar a receber o benefício logo por que ninguém sabe o que vai acontecer com a questão da Reforma da Previdência.

Além do mais, o contribuinte pode aposentar e continuar trabalhando, bem como pensar em uma previdência complementar.

O trabalhador pode esperar, esperar e na hora de pedir o benefício a forma de cálculo pode ser diferente.

Recuperar tempo de serviço do passado pode ser uma alternativa, bem como computar períodos de afastamento.

 

Fonte:  G1.com.br

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