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Núcleo de Empreendedorismo e Inovação apoia startups e impulsiona projetos geradores de renda e empregos em Minas

Redação8 de março de 20198min0
StartupMinas
Governador Romeu Zema defende apoio do Estado para o desenvolvimento de iniciativas de jovens empreendedores
Atualmente, 30 empreendimentos, entre startups e negócios tradicionais, participam do núcleo

Entre ter uma ideia e transformá-la em uma empresa geradora de renda e empregos, pode-se levar anos. E, ao enfrentar os desafios, os projetos podem acabar não vingando. A história de empreendedorismo do engenheiro Gustavo Veiga, 30, poderia ter sido essa se, no meio do caminho, não tivesse participado do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação (NEI) e impulsionado o Zuli, um aplicativo que mapeia e negocia vagas de garagem em Belo Horizonte e que, neste mês, já expandiu o serviço para São Paulo.

Justamente para impulsionar a criação, principalmente de startups, atrair investimentos e gerar emprego e renda, o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, criou o NEI.

O projeto, que está em expansão, busca diminuir a taxa de mortalidade dessas empresas a partir do desenvolvimento de estratégias de vendas e marketing, mentorias e atendimentos multidisciplinares especializados.

No último dia 11, o governador Romeu Zema recebeu representantes das principais startups do San Pedro Valley – organização mineira que agrega mais de 400 empresas de diversos setores e usa tecnologias para levar soluções e fomentar a economia.

Crédito: Guilherme Modesto

Na ocasião, o governador ressaltou o interesse da sua gestão em apoiar jovens empreendedores com ideias inovadoras e que possam desenvolver seus talentos, contribuindo para um Estado mais eficiente e com novas fontes geradoras de receitas e divisas para Minas.

Segundo o último Censo Mineiro de Startups e demais Empresas de Base Tecnológica, elaborado em 2017, Minas Gerais conta com cerca de 400 empresas de base tecnológica, sendo 350 startups. Esse número corresponde apenas às microempresas que responderam ao questionário, por isso, estima-se que esse mercado seja ainda maior. Do total, 24% das empresas consolidadas declararam que irão faturar até R$ 5 milhões, o que, sem dúvida, movimenta a economia estadual.

De acordo com a Associação Brasileira de Startups, no estudo “Radiografia das startups brasileiras”, Minas Gerais é o terceiro estado no ranking do índice de densidade desse tipo de empresa no país.

Apoio

Atualmente, 30 empreendimentos, entre startups e negócios tradicionais, participam do núcleo e, segundo o coordenador do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação, Artur Jeber, o número de interessados cresce semanalmente. “A cada semana chegam, em média, mais cinco ideias para atendimento”, ressalta.

Com a ampliação do aumento de interessados, estão abertas até 10 de março seis vagas de mentor bolsista para atender pelo NEI (Inscrições neste link).

Jeber explica que o foco são os processos de vendas e entrada em mercados, tanto para startups quanto para empreendedores tradicionais, tirando dúvidas, orientando sobre como agir e impulsionar os negócios, que muitas vezes acabam não prosseguindo devido às dificuldades iniciais.

Crédito: Guilherme Modesto

Podem se inscrever no programa pessoas com ideias ou produtos vendáveis e que já estejam prontos para serem comercializados. “Também é preciso ter tempo para se dedicar à ideia e estar com alguma dificuldade no desenvolvimento do negócio. A partir disso, fazemos um diagnóstico para definir quem tem potencial de entrada”, explica Jeber.

Ao passarem pela seleção, os responsáveis pelas startups terão acesso a coworking, internet, e, o mais importante, mentores especializados, palestras, eventos e workshops de ferramentas. Os atendimentos de mentoria são realizados em dois pontos da capital mineira: no Edifício Oxford, no bairro São Pedro, e na sede do PlugMinas, no bairro Sagrada Família.

Exemplos de sucesso

Do trabalho já saíram casos de sucesso, como o Honramos – grupo que atua com o marketing olfativo -, e o Zuli, uma espécie de Airbnb de estacionamento privado.

Um dos líderes do aplicativo Zuli, Gustavo Veiga conta que entrou no fim de 2018 no programa e que, neste ano, a plataforma triplicou em número de clientes. O programa, que capta vagas de garagem que estão disponíveis em edifícios residenciais ou comerciais, começou com 20 vagas e agora já possui mais de 100 cadastradas.

“Nossa startup deslanchou desde a nossa entrada no Núcleo. Lá recebemos indicações de pessoas para prestar serviços, tiramos dúvidas. Enfim, todos os nossos problemas tiveram solução. Foi a ajuda que a gente precisava. Neste ano, depois de crescermos em Belo Horizonte, lançamos o serviço em São Paulo e já recebemos solicitação de outras cidades mineiras para expandirmos o serviço”, pontua Veiga.

A bioquímica Sílvia Ramos, 25, idealizadora do Honramos, conta que conseguiu participar do Núcleo, após os mentores identificarem potencial no projeto, que propõe desenvolver cheiros próprios para empresas identificarem suas marcas.

“Tínhamos poucos clientes, nenhum grande ou em potencial. E o NEI ajudou muito na parte estrutural e de organização. Ser empreendedor é muito difícil. A estrutura de como fazer, quais passos seguir para atrair e manter clientes, nós não conhecíamos e precisávamos de auxílio. O núcleo nos ajudou a dar visão para escalar esse projeto”, relata a empreendedora. Hoje, o Honramos já desenvolveu seu projeto para uma das maiores corretoras de seguros em Minas Gerais e já tem novos clientes prospectados.

Fonte: Agência Minas

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