Com cortes de verbas Unifal perde 148 bolsas de iniciação científica e pós-graduação

Redação20 de setembro de 20193min0
unifal1643
Os cortes de verbas para pesquisas, feito pelo governo federal, já causaram reflexos

Na Universidade Federal de Alfenas (Unifal), algumas pesquisas estagnaram. Ao todo, a universidade já perdeu 148 bolsas entre a verba para a iniciação científica da Fapemig na graduação e as bolsas pós-graduação financiadas pelo governo federal. Alguns cursos, como o de economia, perderam 100% das bolsas.

Um dos projetos que perdeu financiamento é um que estuda um dispositivo para aliviar a dor, que é mais acessível para o SUS.

“A gente queria estudar melhor o sangue desses pacientes, para entender melhor esses processos, mas por enquanto a gente não consegue atingir esse objetivo por não ter mão de obra, que seriam os alunos de mestrado com dedicação exclusiva, que trabalham 40 horas no laboratório e também não ter verba para comprar os reagentes nesse momento”, disse a professora Larissa Pacheco.

A verba para essa pesquisa vem da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais, a Fapemig e do Ministério da Saúde. Hoje essa pesquisa tem apenas um único aluno.

“No meu caso que não sou dedicação exclusiva, eu tenho que exercer minhas atividades profissionais normalmente e ainda dedicar ao estudo”, disse o médico Carlos Marcelo de Barros.

Estudos da pós-graduação sobre doenças como alzheimer e epilepsia também sofreram cortes. Isso impede o avanço de pesquisas que podem mudar ou salvar a vida de muita gente.

“São profissionais já formados que não têm mais remuneração e que de alguma maneira vão ter que se sustentar sozinhos ou até ir embora, isso prejudica obviamente o que a gente poderia trazer de melhor para o país, que é o desenvolvimento em ciência e tecnologia”, disse a professora Marília Gabriela Pereira.

Dos 700 alunos da pós-graduação da Unifal, apenas 25% conseguem a verba para pesquisar.

“Sem bolsa, não há aluno, sem aluno não há produção, sem produção científica de qualidade, o programa realmente passa por dificuldades e pode chegar até o momento de ser fechado”, disse o coordenador de pós-graduação, Luiz Felipe Coelho.

Fonte: portalondasul.com.br

  • Muzambinho.com
  • Muzambinho.com
  • Muzambinho.com
  • Muzambinho.com

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *