• Muzambinho.com
  • Muzambinho.com
  • Muzambinho.com

Índices de seca recuam em Minas

Redação5 de março de 20205min0
Seca171254
Graças às chuvas frequentes e intensas registradas no mês de janeiro em Minas, os índices da estiagem do estado recuaram, segundo avaliação do Monitor de Secas.

A ferramenta do Governo Federal, operada pela Agência Nacional de Águas (ANA) com governo estaduais, mostrou que os episódios de precipitação acima da média contribuíram para diminuir a quantidade de áreas afetadas pela seca, conforme exemplificado nos mapas abaixo. As imagens trazem comparações feitas entre os meses de dezembro do ano passado e janeiro de 2020.

Região Central

Em Belo Horizonte, por exemplo, as chuvas superaram a média histórica para o mês em mais de 600 milímetros, chegando a 932 milímetros em 31 dias. A Grande BH e a Zona da Mata foram as mais fortemente atingidas pelas precipitações, o que resultou em regressão do estágio de seca moderada para as fases de seca fraca ou até sem seca. A mesma situação foi observada no Vale do Rio Doce.

De acordo com o monitor, a redução também foi registrada em uma porção que se estendia desde o Triângulo Mineiro até o Norte de Minas, passando pela Região Noroeste do estado. Em dezembro, essa parte de Minas teve territórios enquadrados como seca grave. “Nós tivemos uma situação de precipitação abaixo da média nos primeiros três meses do período chuvoso (outubro, novembro e dezembro), o que contribuiu para o resultado”, diz a meteorologista do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Paula Pereira de Souza. Já em janeiro deste ano, a chuva fez a maior parte destas áreas regredirem na classificação, com redução para seca moderada.

O Monitor

A ferramenta Monitor de Secas leva em consideração indicadores meteorológicos, hidrológicos e agrícolas para definir quais são os pontos que podem sofrer efeitos de curto e longo prazo em decorrência de períodos sem chuva ou com chuva abaixo da média.

A partir de tais indicadores, os técnicos definem a situação da seca em cinco escalas, num ranking que vai de fraca a excepcional, além dos pontos com ausência de seca. Os efeitos de curto prazo se refletem diretamente na agricultura e nas pastagens, enquanto os efeitos de longo prazo se manifestam na disponibilidade hídrica dos rios e afetam a ecologia em geral.

A ferramenta é usada em 11 estados, incluindo Minas Gerais. Desde janeiro, o Igam, que já era responsável pela validação dos mapas referentes à seca no estado, participa oficialmente do processo de autoria do Monitor. Em março, o órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), será o autor responsável por todos os mapas da área de expansão.

Objetivos

Diretora de Operações e Eventos Críticos do órgão, Ana Carolina Miranda Lopes de Almeida, explica a função da ferramenta. “O objetivo do Monitor de Secas é ajudar na execução de políticas públicas de mitigação dos efeitos da seca. Minas está participando diretamente nesse processo, produzindo as informações que podem subsidiar ações estratégicas para todo o estado”, diz.

Os mapas referentes a Minas Gerais também passarão a ser publicados no site do Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Simge), com a situação da seca no estado. A atualização será mensal.

Fonte: Governo de Minas

  • Muzambinho.com
  • Muzambinho.com
  • Muzambinho.com
  • Muzambinho.com

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *