Lições de 2020: Como colocá-las em prática no planejamento para 2021?

Redação9 de dezembro de 20209min0
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A hora é agora: chegou o momento de colocar os objetivos no papel

2020 nos ensinou muita coisa. De um lado, mostrou que planejamento financeiro é muito importante para que, em situações de emergência, não sejamos reféns das circunstâncias. De outro, mostrou o quanto nossos planos podem ser, em muitos casos, bastante impactados por essas mesmas circunstâncias.

Diante disso, temos duas possibilidades de aprendizado: decidir que planejamentos não funcionam e viver “como se não houvesse amanhã”; ou nos planejar, entendendo que adaptações serão necessárias no caminho.

Na teoria, a escolha pelo segundo aprendizado parece fácil. Difícil mesmo é colocá-lo em prática.

Retrospectiva de 2020

Para o bolso de boa parte dos brasileiros, 2020 foi um ano de dificuldades financeiras. A pandemia chegou como um grande tsunami para quem perdeu o emprego, teve redução da renda, ou trabalhava no mercado informal e dependia da circulação normal de pessoas para garantir o ganha pão.

Levando em consideração que desemprego e redução de renda são as principais causas de endividamento no Brasil, esse cenário indica que, para muitas famílias, o ano que passou foi de bastante turbulência financeira.

Para quem não teve redução na renda mensal, 2020 pode ter sido um ano de mais prosperidade nas finanças, já que, com o isolamento social, possivelmente deixou de ter vários gastos que faziam parte do dia a dia pré-pandemia: transporte, passeios, presentes, entre outros.

Nesse caso, é bom olhar pra trás e pensar: para onde foi o dinheiro economizado em 2020?

E, como fim de ano é uma época de muitas reflexões, aí vai uma parte da fala do Steve Jobs para ajudar na missão de fazer a Retrospectiva de 2020: “Você não consegue ligar os pontos olhando pra frente, você só consegue ligá-los olhando pra trás.”

Portanto, antes de começar a pensar nos planos para 2020, é necessário olhar para trás, para o que já aconteceu, e, assim, entender o que te fez chegar na situação em que você está nesse momento. Caso contrário, você corre o risco de não conhecer a sua realidade financeira o suficiente para fazer planos que, verdadeiramente, possam ser realizados.

Que tal começar a fazer sua retrospectiva hoje mesmo? Esse é um exercício que pode trazer muita tranquilidade financeira —  e mental.

Papel e caneta na mão: basta separar alguns minutos do seu dia!

Não deixe de planejar…

Ah, as famosas “resoluções de ano novo”!

Quem nunca fez promessas e mais promessas de mudança para o ano seguinte e, quando os fogos de artifício começaram a aparecer no céu, percebeu que nem lembrava quais eram esses planos?

Aqui está um dos aprendizados que queremos compartilhar com você: um desejo sem prazo e sem um plano de ação não passa de… Um desejo. Para que ele se torne realidade é necessário ir mais fundo no planejamento.

Se você fizer o exercício da retrospectiva, provavelmente terá muito mais clareza sobre as suas finanças atualmente. Com isso em mãos, fica muito mais fácil criar planos e metas que estejam alinhados com a realidade e não sejam apenas um sonho.

Veja alguns exemplos de desejos que podem virar metas financeiras para você se inspirar:

1. fazer uma reforma em casa;
2. quitar uma dívida;
3. fazer uma viagem;
4. comprar um carro;
5. mudar de casa/apartamento;
6. ter uma reserva para emergências;
7. fazer um intercâmbio;
8. aprender um novo idioma;
9. investir para a aposentadoria;

10. fazer uma festa para comemorar algo…

E por aí vai! Todo plano começa com um grande desejo, e entender o que faz seu coração bater mais forte — ou ficar mais tranquilo — é importantíssimo para dar esse primeiro passo.

Para quem divide as finanças com a família, uma dica útil é: tente pensar em desejos conjuntos, mas não deixe de lado os seus desejos pessoais. É muito comum que, pela vontade de agradar aos outros, acabemos não priorizando nossos próprios sonhos. Na medida certa, o dinheiro deverá ser capaz de proporcionar realizações para todos que usufruem dele!

Entendidos quais são os desejos, chega a hora de planejar para torná-los realidade. Para isso, você precisa pensar em algumas questões:

Quanto esse sonho custa?

É incrível sonhar e esse é um passo fundamental. Mas não podemos nos esquecer que, em grande parte dos casos, eles demandam recursos financeiros para serem realizados. Por isso, é hora de colocar o pé no chão e ter clareza do quanto ele custa.

Com o que você tem de renda hoje, é possível poupar para alcançar essa vontade?

Na prática, isso significa identificar se você possui — ou poderia se organizar para possuir — uma sobra no orçamento que, se guardada, pode te ajudar a juntar o valor que aquele sonho custa.

Se você chegar à conclusão de que não há sobras no seu orçamento hoje, você tem, basicamente, duas opções: reduzir os gastos ou procurar formas de aumentar sua renda.

O fato de essas opções serem simples de entender, não as torna simples de colocar em prática. Mas saber que elas existem ajuda a ter clareza do caminho!

Em quanto tempo consigo realizar esse desejo?

Agora, sabendo quanto o sonho custa e o quanto você conseguirá poupar, é possível pensar em quanto tempo precisará para, finalmente, alcançá-lo!

Essa é a parte mais realista do processo, pois ajuda a alinhar nossas expectativas: nesta etapa conseguimos ver, com nitidez, em quanto tempo a nossa realidade financeira permite que aquele desejo, seja grande ou pequeno, pode ser realizado.

Isso reduz muito a ansiedade de tentar atingir o sonho antes da hora e, com isso, comprometer as finanças do dia a dia; e, além disso, também diminui a frustração por não conseguir caminhar em direção à satisfação daquele desejo.

… Mas também não se esqueça de adaptar

Os passos anteriores te levarão a um outro patamar de organização financeira. Pode acreditar! Essa clareza em relação aos próprios desejos e também em relação à realidade das próprias finanças ajuda —  e muito! — a ter o controle do que acontece com o dinheiro que entra na conta.

Você só não pode esquecer de revisar esses planos de tempos em tempos, já que muita coisa pode mudar: por algum acontecimento você pode passar a receber mais ou menos renda por mês, ter novos sonhos, escolher outras prioridades, etc. Faz sentido seu planejamento permanecer o mesmo, ainda que essas variáveis tenham mudado? Provavelmente não.

Por isso, tenha o hábito de revisitar seu plano ao menos uma vez por mês ou a cada dois meses. Assim, você garante que ele estará alinhado com aquilo que realmente deseja!

Fonte: EM

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