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Programa ATeG auxilia cafeicultores de Muzambinho no impacto da seca

Redação12 de fevereiro de 20216min0
Eric Labanca, é a terceira geração de cafeicultores da família, com lavouras no bairro rural da Palméia, área rural de Muzambinho.

Ele faz parte do programa de Assistência Técnica e Gerencial. Com as orientações que recebe do engenheiro agrônomo já consegue economizar e até o final do projeto quer ter na ponta do lápis o valor do custo da produção das lavouras de café. ‘Nestes primeiros meses já aprendi a economizar, usar produtos mais baratos mas com a mesma eficiência, a assistência técnica do agrônomo faz muita diferença.’

Já Antônio César Vieira, cafeicultor há 23 anos, que contou com as orientações técnicas, intervenções no solo e o tratamento das plantas sugeridos pela equipe conhece bem os resultados do programa ‘Eu produzo leite, e foi assim que conheci o programa de ATeG, do Senar, que ajuda a melhorar a gestão e a produção, quando surgiu a oportunidade de participar do grupo do café, fiz questão de ter essa assistência, pois já vi os resultados,’ falou o produtor rural.

A assistência na cafeicultura ocorre desde julho de 2020, quando começou o acompanhamento do engenheiro agrônomo Marcos Bruno dos Santos para 30 cafeicultores. Ele explica as etapas durante os quatro anos de trabalho, que começam com um cronograma que envolve diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática de resultados. ‘Apesar da seca, as lavoura tinham produtividade razoável. Os problemas começaram depois da colheita: a plantação foi ficando debilitada, ressecando muitos ponteiros e com desfolha. As plantas enfraqueceram e adoeceram. E percebemos que a produção ficou bastante debilitada,’ explica o agrônomo.

“Assim, fizemos a assistência nas propriedades que participam do projeto priorizando o equilíbrio de nutrientes, drenagem, ações no solo. Também orientamos sobre a adubação foliar aproveitamento da matéria orgânica. A maior parte do que foi usado já era das propriedades e foi um trabalho sem alto custo. Promover benefícios com o menor custo possível é o que queremos”, contou o Bruno.

Para Gilmar Labanca, cafeicultor que é da família e que ainda não participa do programa gostou do resultado das lavouras do primo e quer ter a oportunidade quando houver um novo grupo ‘visitei as lavouras do meu primo debilitadas durante a estiagem, o que estou vendo aqui é um milagre, as plantas recuperam e estão em plena produção. Não é possível alterar o que estiagem fez durante a florada, mas percebo que as orientações técnicas estão mudando o jeito de gerenciar a propriedade. E o que mais atrai no programa do Senar é que o cafeicultor não tem custo com a visita do engenheiro agrônomo. É importante que outras áreas também contem com esse programa do Senar em Muzambinho,’ enfatizou.

A assistência técnica do Senar é realizada com grupos de produtores e desenvolvida através de metodologia específica, explica Rodrigo Almeida Dias, supervisor do programa.

O gerente regional do Sistema FAEMG/SENAR/INAES em Passos, Rogger Miranda Coelho, explicou que o programa tem como missão levar ao produtor informações para enfrentar o mercado e tem se dedicado a preparar cada vez mais os cafeicultores para lidar com os desafios da atividade. A assistência técnica e gerencial tem objetivo de levar informação e conhecimento para os produtores rurais. Neste sentido, o técnico de campo acompanha indicadores econômicos e produtivos de cada propriedade, propondo ações técnicas e gerenciais, visando melhores resultados, principalmente aumento da lucratividade do produtor. E reforçou que em 2020 tivemos concurso de cafés especiais de produtores do ATeG para premiar os cafeicultores atendidos pelo programa.

RESULTADO DO CONCURSO ATeG NA REGIÃO

Os cafeicultores que participam do programa também podem ganhar visibilidade com concursos. O Cupping de Cafés Especiais do Programa de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema FAEMG/SENAR/INAES ocorreu durante a Semana Internacional do Café, que em 2020 foi on line. No Sul de Minas, os vencedores da categoria Cereja Descascado, foram, Alessandro Marcos de Miranda, de Nova Resende, terceiro lugar; Antônio Rodrigues de Miranda, de Nova Resende, segundo lugar; e Cláudia Maria Carneiro Santana, de Jesuânia, primeiro lugar.

Valeria Vilela com colaboração de Denise Bueno,Ascom Senar

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