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Mesmo com inflação, consumo cresce no primeiro bimestre

Redação14 de abril de 20223min0
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Associação Brasileira de Supermercados (Abras) creditou aumento dos gastos das famílias ao Auxílio Brasil. Saques do FGTS devem impulsionar próximos meses

A inflação de dois dígitos tira poder de compra do brasileiro a cada dia, mas números da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) garantem que o consumo das famílias cresceu no primeiro bimestre deste ano. A projeção é de que os gastos aumentaram 2,26% em relação ao mesmo período de 2021.

Para a Abras, o Auxílio Brasil pago pelo governo federal impulsionou o resultado. Na comparação entre os dois fevereiros mais recentes, por exemplo, a alta foi de 3,98%.

“O cenário no primeiro bimestre do ano passado era instável. O consumidor vivia na incerteza do recebimento do auxílio emergencial, retomado somente a partir de abril de 2021. Neste ano, desde fevereiro, o pagamento do Auxílio Brasil é certo para ao menos 18 milhões de famílias em todo o país até o final do ano. E esse dinheiro traz certa segurança para o consumidor”, analisa Marcio Milan, vice-presidente da Abras.

Para os próximos meses, Milan faz projeção ainda mais animadoras. Isso por conta da liberação do saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Nas estimativas do Ministério da Economia, o acesso limitado a R$ 1 mil por pessoa ao FGTS deve injetar R$ 30 bilhões no País. Cerca de 42 milhões de cidadãos devem exercer o benefício.

Por outro lado, outra medida do governo preocupa os supermercados. A antecipação do 13º salário dos aposentados do INSS deve esquentar o consumo no primeiro semestre, mas derrubá-lo no segundo, uma vez que se trata de um recurso que já integra o orçamento anual.

Atacarejos em alta

Com uma inflação acumulada nos últimos 12 meses de 11,3%, o brasileiro tem optado por compras coletivas para diminuir os gastos. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), essa é uma percepção do setor para o momento.

A Abras representa todos os tipos de comércio do tipo, desde mercearias até os hipermercados. Apesar de não ter números segmentados, a entidade garante que há uma maior procura pelos atacarejos no momento.

Fonte: O Tempo

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