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Covid ainda mata mais que gripe no Brasil

Redação18 de abril de 20226min0
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Ministério da Saúde extinguirá status de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) da pandemia nos próximos dias

A Covid-19 deixará de ser considerada uma Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) oficialmente nos próximos dias, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Com isso, centenas de normas adotadas pelo governo federal durante a pandemia precisarão ser revistas e poderão ser anuladas. Especialistas concordam que o momento atual da pandemia tem indicadores muito melhores do que nos picos da crise sanitária, mas lembram que a Covid-19 ainda mata mais do que a gripe, por exemplo, e que, mesmo com a mudança de status da pandemia no papel, a doença continuará sendo uma emergência, na prática.

A medida que extinguirá o status de emergência nacional da Covid-19 será publicada até o final desta semana e demorará 30 dias para entrar em vigor, a fim de permitir uma transição, segundo o Ministério da Saúde. A portaria que instituiu a Espin, assinado em 2020 pelo então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, é a base para centenas de outras normas adotadas durante a pandemia, como a restrição à exportação de alguns insumos médicos durante a pandemia e a compra de materiais para enfrentamento ao coronavírus sem licitação.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não deixou claro que medidas cairão completamente com a mudança, entretanto. “Quero frisar que nenhuma política pública de saúde será interrompida. Absolutamente nenhuma. Todas elas foram instituídas pelo governo federal por intermédio do Ministério da Saúde, como vacinas, que estão à disposição da população”, declarou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18).

Atualmente, a média móvel diária por Covid-19 é de cem mortes por dia, um dos menores índices da pandemia e o menor desde o final do último ano. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o médico Alexandre Naime Barbosa, avalia que, ainda que esse número caia pela metade nos próximos meses, a doença é um grande risco para a população brasileira.

“Claro que essa média vai cair, mas, em um intervalo menor, de três meses, é muito improvável que ela caia a menos de 50, então ainda vamos ter um número alto de óbitos. O vírus não lê decreto e nem assina o Diário Oficial da União. Ele não vai cumprir as regras do Ministério da Saúde”, diz o infectologista.

Supondo, por exemplo, que a média móvel diária de mortes caísse para 50, o coronavírus ainda mataria mais cerca de 4.500 pessoas em três meses. Seria um número quase quatro vezes maior do que as mortes causadas pela gripe durante todo o ano de 2020, quando 1.186 morreram infectadas pelo influenza, segundo dados do Datasus, do Ministério da Saúde. “Cem óbitos por dia é aceitável ou não? Isso é uma discussão importante, porque muitos cidadãos brasileiros ainda estão morrendo para deixarmos de usar medidas efetivas, como uso de máscara em aglomerações em locais fechados”, completa Barbosa.

Embora a extinção do estado de Emergência em Saúde Pública mude o enfrentamento à pandemia no Brasil, a crise sanitária ainda é considerada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), único órgão com poder para rebaixar o status da Covid-19 globalmente. Por ora, ela não é considerada nem uma epidemia (quando se restringe a territórios específicos) e nem uma endemia (quando tem picos esperados de infecções em determinadas épocas do ano).

Questionada pela reportagem sobre os efeitos que a extinção da Espin causará na legislação municipal, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) respondeu que, por ora, os protocolos de enfrentamento à Covid-19 estão mantidos. “Conforme o próprio pronunciamento do ministro da Saúde, a pandemia não acabou. É importante considerar ainda que os protocolos deverão ser ajustados levando-se em consideração a evolução das coberturas vacinais e a situação epidemiológica da cidade”, disse, por meio de nota. A reportagem também procurou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e aguarda retorno.

Fonte: O Tempo

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