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Com a queda brusca das temperaturas, Cemig dá dicas para economizar na hora do banho

Redação25 de maio de 20226min0
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Aproximação do inverno e chegada de frentes frias provocam regulagem mais potente e mais tempo de chuveiro, o que eleva a conta de energia

A queda da temperatura e ou a chegada de frentes frias no estado provocam uma atitude quase natural no cotidiano: aumentar a potência do chuveiro elétrico. No entanto, especialistas da Cemig lembram que o aparelho é um dos vilões da conta de luz. Com isso, se o consumidor não tiver disciplina na hora do banho, pode pagar muito na conta de energia, encarecendo o orçamento mensal.

O engenheiro de eficiência energética da Cemig, Thiago Douglas Batista, explica a relação entre frio e aumento de gastos com energia. “Uma hora de banho na temperatura ‘inverno’ por dia pode equivaler a dois televisores ligados durante 24 horas. O chuveiro é um equipamento com elevada potência e isso faz com que ele gaste mais energia do que outros eletrodomésticos”, detalha o especialista.

A solução é estar atento a algumas atitudes que podem ajudar na redução do gasto com eletricidade, mesmo nessa época do ano. Em primeiro lugar, é aconselhável ficar de olho no tempo de uso do chuveiro, que deve ser reduzido ao máximo, sem prejuízo para a higiene e o conforto. Além disso, fechar a torneira quando ensaboar o corpo e lavar os cabelos interrompe o funcionamento do equipamento e o consumo de eletricidade.

Nas cidades de Minas Gerais com clima mais ameno, pode ser possível usar a chave de temperatura na posição “morna” ou “verão”, o que que também ajuda a economizar. “Na posição ‘verão’,  o consumo de energia cai 30%, o que, em uma residência, pode significar uma redução no consumo ao final do mês de até 10%”, explica o engenheiro da Cemig.

Outra dica é aproveitar para tomar banhos nos horários mais quentes do dia e manter as portas e janelas do banheiro fechadas para melhorar o conforto térmico.

Modelos no mercado

Atualmente, as lojas oferecem uma grande variedade de chuveiros. Dica na hora de escolher um novo equipamento é ficar de olho na potência do aparelho: quanto maior a potência, maior o consumo. Chuveiros com potência de 5.500 watts, por exemplo, gastam 20% a mais do que com potência de 4.500 watts, nas mesmas condições de uso.

Modelos de menor potência possuem uma menor capacidade de aquecimento, contudo é possível manter a temperatura da água em um nível de conforto controlando a vazão, ou seja, não abrindo demasiadamente a torneira e mantendo um volume de água adequado. Com este procedimento, o funcionamento do chuveiro não muda, mas a menor quantidade de água é aquecida mais rapidamente e a um nível de temperatura maior.

Alguns chuveiros vêm atualmente com um dispositivo de ajuste eletrônico, o  que permite uma múltipla seleção de temperatura, evitando assim a utilização exclusiva da potência máxima nos dias mais frios. “Esse recurso pode ser interessante para economia de energia, visto que proporciona maior quantidade de ajustes das temperaturas intermediárias. Desta forma, o equipamento tem mais opções e não precisa ficar apenas nas três posições dos chuveiros  e duchas tradicionais (inverno, verão e desligado)”, explica Thiago Douglas.

Manutenção

Trocar a resistência queimada do chuveiro é uma tarefa relativamente simples, mas, como qualquer execução de serviços na instalação elétrica, pode provocar choques se os devidos cuidados não forem tomados. Por isso, o mais prudente é que um profissional realize o serviço. Para fazer a substituição, a Cemig recomenda as medidas de segurança abaixo:

1 – Para qualquer intervenção nas instalações elétricas da residência, o disjuntor correspondente ao circuito elétrico deve ser desligado;

2 – Sempre adquira uma resistência nas mesmas características da original queimada; alterar pode comprometer a qualidade do produto, bem como as instalações elétricas, que já estavam projetadas para a resistência utilizada anteriormente;

3 – Após substituir a resistência e antes de ligar o disjuntor, abra a torneira e deixe-a aberta alguns segundos, o suficiente para que ela possa encher o chuveiro completamente de água, pois este procedimento evita a queima da resistência instalada;

4 – Utilize sempre conectores apropriados;

5 – No caso de substituição do chuveiro, verifique se a potência é compatível com a potência do equipamento a ser instalado. Caso o novo equipamento tenha uma potência mais elevada, a instalação elétrica da residência deverá passar pela inspeção de um profissional qualificado.

Fonte: Agência Minas

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