Jovem que contraiu varíola dos macacos morre em hospital do Sul de Minas


Um jovem de 21 anos morreu na manhã deste domingo (9) no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG), vítima da varíola dos macacos. A informação foi confirmada pela prefeitura da cidade.
Segundo a prefeitura, a vítima tinha comorbidades e estava internada no hospital desde o dia 11 de setembro.
Atualmente no município, segundo a prefeitura, há quatro casos confirmados (sendo um deles o paciente que foi a óbito e os demais que passaram pelo isolamento domiciliar), um em análise e 45 descartados.
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Segundo a prefeitura, a vítima tinha comorbidades e estava internada no Hospital Samuel Libânio desde o dia 11 de setembro. — Foto: Reprodução/EPTV
Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Minas Gerais tinha até a última sexta-feira (7), 523 casos confirmados da doença, com uma morte.
A morte confirmada em Pouso Alegre é a segunda registrada em Minas Gerais e a quarta no país. Até o momento há outras duas mortes confirmadas no Rio de Janeiro.
Varíola dos macacos no Sul de Minas
No Sul de Minas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), há 16 casos confirmados da doença. Pouso Alegre lidera a lista com quatro confirmações. Veja abaixo:
- Alfenas – 1 caso
- Andradas – 3 casos
- Elói Mendes – 1 caso
- Gonçalves – 1 caso
- Itajubá – 2 casos
- Paraisópolis – 1 caso
- Poços de Caldas – 2 casos
- Pouso Alegre – 4 casos
- São Sebastião do Paraíso – 1 caso
Varíola dos macacos
Conhecida internacionalmente como monkeypox, a varíola dos macacos é endêmica em regiões da África e se tornou uma preocupação sanitária devido à disseminação para diversos países desde maio. A doença é causada por um poxvírus do subgrupo orthopoxvírus, assim como ocorre por outras doenças como a cowpox e a varíola humana, erradicada no Brasil em 1980 após campanhas massivas de vacinação.
A varíola dos macacos foi descrita pela primeira vez em 1958. Na época, também se observava o acometimento de macacos, que morriam. Vem daí o nome da doença. No entanto, no ciclo de transmissão, os macacos são vítimas como os humanos. Na natureza, roedores silvestres provavelmente representam o reservatório animal do vírus.
Entre pessoas, a transmissão ocorre por contato direto, como beijo ou abraço, ou por feridas infecciosas, crostas ou fluidos corporais, além de secreções respiratórias. O sintoma mais característico é a formação de erupções e nódulos dolorosos na pele. Além dessas lesões, podem ocorrer febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e fraqueza.
Fonte: G1 Sul de Minas

















