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Como as pandemias alteraram a atmosfera da Terra há milhares de anos; entenda

Redação6 de março de 20245min0
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Em um estudo publicado na revista científica Nature Communications, um grupo de cientistas analisou núcleos de gelo coletados na Antártica para compreender um pouco mais sobre o nosso passado.

A partir dos dados, eles descobriram que existe uma conexão entre os níveis de dióxido de carbono atmosférico (CO2) e diferentes pandemias globais que ocorreram no passado.

Os núcleos de gelo são considerados os melhores registros do passado do planeta, pois são capazes de preservar pequenas bolhas de ar contendo amostras de gases produzidos na atmosfera da Terra há milhares ou milhões de anos.

Os pesquisadores afirmam que os núcleos de gelo funcionam quase como uma cápsula de tempo; os dois foram retirados do Law Done e do Manto de Gelo da Antártica Ocidental (WAIS) — duas grandes cúpulas da região. Durante esse período histórico, ocorriam guerras na Europa, o Monte Vesúvio entrava em erupção e, infelizmente, diversas doenças causaram pandemias em várias partes da Terra — a sífilis e a peste-negra são apenas dois exemplos.

No caso do estudo, os cientistas analisaram dois núcleos de gelo que oferecem registros atmosféricos dos últimos dois mil anos.No caso do estudo, os cientistas analisaram dois núcleos de gelo que oferecem registros atmosféricos dos últimos dois mil anos.Fonte:  Getty Images 

“Núcleos de gelo apresentam uma oportunidade única para realizar medições diretas em atmosferas antigas encapsuladas no gelo. Os registos dos últimos 2000 anos, a Era Comum, oferecem os arquivos de gases com efeito de estufa da mais alta resolução, permitindo-nos observar mudanças atmosféricas à escala multidecadal a centenária e fornecendo uma base para os valores atmosféricos pré-industriais”, é descrito na introdução do artigo.

Pandemias e a atmosfera da Terra

Ao analisarem as amostras de gelo retirada da região onde está o Law Dome, os cientistas identificaram uma queda significativa de CO2 ao decorrer de 90 anos, quando o número atingiu o valor mínimo em meados de 1610. Apesar disso, as amostras de gelo do WAIS apresentaram algumas divergências, pois o declínio dos níveis de CO2 ocorreram de forma mais gradual até século 17.

O artigo sugere que a redução da população humana por conta de pandemias e doenças fez as pessoas abandonarem áreas que eram povoadas. Esse abandono por ser responsável pelo crescimento da vegetação nessas áreas, onde quantidades significativas de CO2 foram absorvidas da atmosfera.

Apesar das divergências, os pesquisadores analisaram um terceiro núcleo de gelo do Skytrain Ice Rise, confirmando que os níveis de dióxido de carbono realmente diminuíram durante os períodos em que doenças graves afetaram a humanidade. A conclusão é que o CO2 realmente reduziu gradualmente, e que a alta redução registrada no núcleo de gelo de Law Dome é incompatível até com os cenários mais extremos.

Fonte: TecMundo

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