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Minas Gerais vai receber 6 milhões de árvores até 2027 em iniciativa da Nestlé

Redação27 de junho de 20244min0
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Plantas nativas vão ocupar área correspondente a 4 mil campos de futebol; multinacional planeja plantar 200 milhões de árvores ao redor do mundo até 2030

Minas Gerais foi o único estado brasileiro escolhido para participar do Programa Global de Reflorestamento idealizado pela multinacional Nestlé, que prevê o plantio de 6 milhões de árvores em áreas de Cerrado e Mata Atlântica. O plantio, que começa em setembro deste ano e vai até 2027, vai contemplar áreas em Belo Horizonte, Ipatinga, Curvelo e Montes Claros – somando 4 mil hectares, o que corresponde a 4 mil campos de futebol.

Barbara Sapunar, Diretora Executiva de Business Transformation na Nestlé Brasil, afirma que a expectativa da multinacional suíça é plantar 200 milhões de árvores ao redor do mundo até 2030 em diversos biomas associados à produção de ingredientes da empresa.

“Serão plantadas mudas de mais de 100 espécies nativas no entorno de nascentes, córregos e rios que fazem parte das bacias hidrográficas dos rios Doce e São Francisco. Após o plantio, as áreas serão monitoradas durante 30 anos até que as florestas se consolidem”, explica.

O projeto é aberto tanto para fazendeiros que fornecem matéria-prima para a empresa quanto para produtores que não têm vínculo com a Nestlé. Para incentivar a participação no programa, Barbara afirma que são oferecidos diversos benefícios.

“O produtor vai receber US$ 75 (R$ 414) por hectare, a serem pagos em parcela única, no momento do plantio. Ele também será beneficiado com 10% do total de créditos de carbono a serem gerados durante o projeto, terá apoio na regularização ambiental da propriedade e receberá o cercamento das áreas selecionadas para o projeto.”

Ela também pontua que a maior parte dos serviços e da mão-de-obra será fornecida localmente em cada município, “valorizando a comunidade e as empresas locais e criando uma rede de parceiros locais”.

Com fábricas localizadas nos municípios de Ibiá, no Alto Paranaíba, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, e Montes Claros, no Norte de Minas, a empresa afirma que o estado é estratégico, uma vez que contempla regiões produtoras de leite, café e cacau, as três principais cadeias produtivas para a Nestlé Brasil.

“A degradação do Cerrado e da Mata Atlântica vem provocando desequilíbrios sérios, com erosão e escassez de água em Minas Gerais. Esse cenário provoca uma espécie de deserto ambiental, econômico e social, impactando a vida das pessoas, emprego e renda que dependem de territórios sadios”, diz.

A executiva reforça ainda que a empresa pretende reduzir em 50% as emissões de CO2 na atmosfera até 2030 e se tornar uma empresa Net Zero em 2050.

Sustentabilidade ainda é desafio

Preocupada com a qualidade dos solos e com a redução do efeito estufa, a empresa ainda enfrenta um sério obstáculo quando o assunto é sustentabilidade: a poluição causada por suas embalagens.

De acordo com o movimento internacional Break Free From Plastic, as multinacionais Coca-Cola, PepsiCo, Danone e Nestlé estão entre as marcas mais poluentes em 42 países e seis continentes. Além disso, grande parte do plástico recolhido referente a essas empresas não é reciclável.

Segundo a executiva da Nestlé, “a empresa reconhece que esse desafio existe” e “a meta até 2025 é produzir 100% de embalagens recicláveis”.

Fonte: O Tempo

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