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Parkinson vai além dos tremores e pode começar de forma silenciosa

Redação14 de abril de 20263min0
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A Doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo.

No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas convivam com a doença, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, e o número tende a crescer com o envelhecimento da população. No dia 11 de abril, data dedicada à conscientização sobre a condição, especialistas reforçam a importância da informação para o diagnóstico precoce e o cuidado adequado.

De acordo com o neurologista do Mário Palmério Hospital Universitário, Edson Marquez, o Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente os movimentos, em decorrência da redução da produção de dopamina no cérebro. “É uma condição que se desenvolve de forma lenta e que, muitas vezes, começa a dar sinais anos antes dos sintomas mais conhecidos aparecerem”, explica.

Entre os primeiros sinais, o especialista destaca que nem sempre o tremor é o principal indicativo. “Alterações no olfato e no paladar, mudanças no sono, constipação intestinal e até alterações sutis na audição podem surgir até anos antes. O tremor, que muitas pessoas associam imediatamente à doença, nem sempre é o primeiro sintoma”, afirma.

A doença é mais comum a partir dos 50 anos, mas também pode acometer pessoas mais jovens, embora com menor frequência. “O envelhecimento é um dos principais fatores de risco, mas existem casos em faixas etárias mais baixas, o que reforça a importância de observar sinais independentemente da idade”, destaca Edson Marquez.

Em relação ao tratamento, o neurologista explica que há diferentes abordagens disponíveis. “O tratamento envolve principalmente o uso de medicamentos que ajudam a repor ou simular a ação da dopamina no cérebro, além de terapias complementares que auxiliam no controle dos sintomas e na manutenção da qualidade de vida”, pontua.

Além da medicação, outros cuidados são fundamentais. “A prática de atividade física, o acompanhamento com equipe multiprofissional e a atenção à alimentação são importantes aliados. Alguns estudos indicam que dietas ricas em ultraprocessados, açúcares e determinados componentes podem influenciar negativamente a saúde neurológica, por isso o acompanhamento profissional é essencial”, orienta.

Com a progressão da doença, podem surgir sintomas como dificuldade de mobilidade, alterações na deglutição e maior rigidez muscular, o que impacta diretamente a rotina dos pacientes.

O conhecimento é fundamental para o diagnóstico precoce e o cuidado adequado. Ao perceber sinais, procure orientação médica.

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