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Safra de grãos deve bater novo recorde no Brasil e chegar a 356,3 milhões de toneladas, aponta Conab

Redação14 de abril de 20266min0
Colheita de soja. Foto: Wenderson Araujo/Trilux
Levantamento indica crescimento da produção mesmo com leve queda na produtividade média; soja lidera com desempenho histórico

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta terça-feira (14) o 7º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, trazendo uma previsão animadora para o agronegócio brasileiro. A produção total de grãos no país pode alcançar 356,3 milhões de toneladas, o que representa um novo recorde histórico caso se confirme.

O volume estimado é 4,1 milhões de toneladas maior que o registrado na safra anterior (2024/25) e também supera em 2,9 milhões de toneladas a projeção do levantamento anterior. O crescimento é impulsionado principalmente pelo aumento da área plantada, que deve chegar a 83,3 milhões de hectares, alta de 2%.

Apesar do avanço na produção, a produtividade média nacional deve apresentar uma leve queda de 0,8%, passando de 4.310 kg/ha para 4.276 kg/ha. Ainda assim, esse desempenho será o segundo melhor já registrado pela série histórica da Conab.

Soja lidera com novo recorde

A soja segue como principal cultura do país e deve atingir um novo recorde. A produção está estimada em 179,2 milhões de toneladas, impulsionada por condições climáticas mais favoráveis durante a colheita.

A redução das chuvas em março ajudou no avanço dos trabalhos no campo, que já atingem 85,7% da área plantada. Mesmo com alguns estados apresentando desempenho inferior ao ciclo passado, a produtividade média nacional da oleaginosa deve ser a maior da história, com 3.696 kg/ha.

Milho tem leve recuo na produção

O milho, segunda cultura mais cultivada no Brasil, deve registrar uma produção total de 139,6 milhões de toneladas, o que representa uma leve queda de 1,1% em relação à safra anterior.

Enquanto a primeira safra apresenta crescimento, podendo chegar a 28 milhões de toneladas, a segunda safra — a principal do país — deve ter redução de 3,6%, com estimativa de 109,1 milhões de toneladas. A semeadura desta etapa está em fase final, com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento.

Arroz, feijão e algodão registram queda

Entre as demais culturas, o levantamento aponta redução na produção de alguns itens importantes para o consumo interno:

  • Arroz: estimado em 11,1 milhões de toneladas, queda de 12,9%, influenciada pela redução da área plantada e condições climáticas menos favoráveis.
  • Feijão: produção prevista em 2,9 milhões de toneladas, recuo de 5,2%, mas ainda suficiente para garantir o abastecimento interno.
  • Algodão: expectativa de 3,8 milhões de toneladas de pluma, redução de 5,8%, reflexo da menor área cultivada.

Mercado e estoques

A Conab também atualizou as projeções de mercado, especialmente para o milho. O estoque de passagem do cereal deve chegar a 12,8 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027.

As exportações estão estimadas em 46,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno deve atingir 96,5 milhões de toneladas, indicando estabilidade na demanda nacional.

Impacto para o setor

Os números reforçam a força do agronegócio brasileiro, mesmo diante de desafios climáticos e oscilações de produtividade. O possível recorde na safra de grãos pode influenciar diretamente o abastecimento interno, os preços dos alimentos e o desempenho das exportações.

O relatório completo com os dados detalhados das principais culturas está disponível no portal oficial da Conab.

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