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Para onde vai o que você joga pelo ralo? Entenda o caminho do esgoto nas cidades mineiras

Redação6 de maio de 20266min0
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Você sabia que atitudes simples dentro de casa podem evitar entupimentos, mau cheiro e até alagamentos? Veja recomendações da Copasa

Abrir a torneira, tomar banho, lavar a louça ou dar descarga. A rotina dentro de casa parece simples, mas cada uma dessas ações faz parte de um caminho maior, que não termina quando a água desaparece pelo ralo. Em Minas Gerais, esse percurso envolve um sistema estruturado de coleta e tratamento de esgoto diretamente ligado aos imóveis e as ações da população.

Inicialmente, a água que chega às residências passa por um processo rigoroso de captação e tratamento antes de ser distribuída. Esse trabalho é feito pela Copasa, que segue padrões definidos por órgãos de controle nacionais.

Depois do uso, no entanto, essa mesma água precisa ser conduzida por uma rede subterrânea até as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), onde passa por novas etapas antes de ser devolvida aos rios.

Segundo dados divulgados pela própria Copasa em 2024, mais de 300 municípios mineiros contam com sistemas de esgotamento operados pela companhia, com coleta e tratamento em diferentes níveis de cobertura. Apesar do avanço, o funcionamento adequado dessa estrutura depende diretamente de como a população utiliza as redes dentro de casa.

É nesse ponto que começam muitos dos problemas. Embora o sistema seja projetado para receber apenas água usada e resíduos orgânicos, ele frequentemente acaba recebendo lixo.

Itens comuns do dia a dia, como fio dental, cotonetes, absorventes, fraldas descartáveis e preservativos, não se dissolvem na água. Ao longo do tempo, esses materiais se acumulam dentro das tubulações e formam blocos que impedem a passagem do esgoto.

Outro vilão silencioso e muito comum ainda hoje, é o óleo de cozinha. Quando despejado na pia, ele não desaparece. Ao contrário, esfria, endurece e se fixa nas paredes internas dos canos. Com o acúmulo, cria uma espécie de crosta que reduz o espaço para a passagem da água. Esse processo pode levar ao entupimento completo da rede, provocando vazamentos, mau cheiro e até o retorno de esgoto para dentro das casas.

Além do descarte incorreto de resíduos, há um erro comum que compromete todo o sistema: a ligação da água da chuva na rede de esgoto. No Brasil, os sistemas são separados.

De um lado, a rede de esgoto, que leva a água usada até as estações de tratamento. De outro, a rede pluvial, responsável por escoar a água das chuvas diretamente para córregos e rios, sob responsabilidade das prefeituras.

Quando essas duas redes são misturadas, por exemplo, quando a água que escorre do telhado é direcionada para o esgoto, o volume dentro das tubulações aumenta além do previsto. Em dias de chuva forte, isso pode causar transbordamentos, rompimentos e o retorno do esgoto pelos ralos e pias, afetando não só um imóvel, mas toda a vizinhança. Esse tipo de ligação é irregular e pode gerar penalidades.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) alerta que o bom funcionamento do saneamento básico está diretamente ligado ao uso correto das estruturas disponíveis. Ou seja, não depende apenas de obras ou investimentos, mas também de hábitos cotidianos.

O que muda na prática dentro de casa

Algumas mudanças simples já fazem diferença no dia a dia e ajudam a evitar problemas maiores. Na cozinha, retirar o excesso de gordura de panelas e pratos antes da lavagem impede que o óleo chegue à tubulação e se acumule ao longo do tempo.

No banheiro, o vaso sanitário deve ser usado apenas para dejetos humanos, nunca como lixeira, mesmo para itens pequenos. Já a instalação e manutenção de caixas de gordura funcionam como uma barreira importante, filtrando resíduos antes que eles avancem para a rede pública.

Essas medidas podem parecer pequenas, mas têm impacto direto no funcionamento das cidades. Quando o sistema opera corretamente, o esgoto é tratado e devolvido ao meio ambiente com menor risco de contaminação. Quando há falhas, os efeitos aparecem rapidamente: ruas alagadas com água suja, mau cheiro e riscos à saúde.

Está em dúvida?

A conscientização sobre o descarte correto de resíduos e a separação das redes de água e esgoto é fundamental para a sustentabilidade do saneamento.

Conectar o imóvel à rede de esgoto é mais saúde e qualidade de vida para todos. Para orientações sobre instalações internas e padrões técnicos, os usuários podem consultar os canais oficiais da companhia. Acesse o site copasa.com.br e siga a Copasa nas redes sociais.

(Copasa)

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