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Minas Gerais reduz analfabetismo para 3,8%; estado segue na última posição do Sudeste

Redação19 de junho de 20264min0
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Minas Gerais ocupa a 10ª posição entre os estados com as menores taxas de analfabetismo do país

Minas Gerais registrou a maior redução da taxa de analfabetismo entre os estados do Sudeste entre 2024 e 2025. Apesar da queda de 4,3% para 3,8%, a maior da região no período, o estado continua com o maior índice de pessoas que não sabem ler nem escrever entre as quatro unidades federativas do Sudeste. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, divulgada nesta sexta-feira (19/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual registrado no estado em 2025 é o menor da série histórica iniciada em 2016. Na prática, o dado aponta que aproximadamente 652 mil pessoas com 15 anos ou mais de idade que vivem em Minas não sabem ler nem escrever.

Com o resultado, o estado empatou com o Espírito Santo, que registrou índice de 3,8%, após redução de apenas 0,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. Ainda assim, Minas permanece atrás de São Paulo, cuja taxa caiu de 2,2% para 1,9%, e do Rio de Janeiro, que passou de 2% para 1,6%.

MG tem a 10ª menor taxa de analfabetismo do país

O índice estadual também ficou abaixo da média brasileira, de 4,9%, a menor da série histórica nacional. Em todo o país, cerca de 8,4 milhões de pessoas de 15 anos ou mais eram analfabetas no último ano. Em relação a 2024, o Brasil registrou redução de 0,4 ponto percentual. São 592 mil pessoas com 15 anos ou mais incapazes de ler e escrever um bilhete simples a menos em relação ao último ano.

No ranking nacional, Minas Gerais ocupa a 10ª posição entre as unidades da federação com as menores taxas de analfabetismo. Santa Catarina lidera a lista, com índice de 1,5%, enquanto Piauí e Alagoas apresentam as maiores taxas do país, ambas com 13,1%.

Os dados também apontam diferenças entre homens e mulheres no estado. Em Minas Gerais, a taxa de analfabetismo entre mulheres com 15 anos ou mais foi de 3,6%, inferior aos 4% registrados entre os homens.

Em relação à escolaridade, 53,7% dos mineiros com 25 anos ou mais haviam concluído pelo menos o ensino médio. O percentual ficou abaixo da média nacional, que alcançou 57,4%.

A pesquisa também evidenciou desigualdades raciais no acesso ao ensino superior. Em Minas Gerais, 27,9% das pessoas brancas com 25 anos ou mais haviam concluído a graduação. Entre pessoas pretas ou pardas, o índice era de 13,9%.

Fonte: O Tempo

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