Economizando energia no inverno: hábitos que fazem diferença


Continuar economizando energia durante o inverno no Brasil exige atenção a hábitos que costumam passar despercebidos nesta época. Chuveiro elétrico, climatizador e outros aparelhos podem afetar negativamente a conta de energia elétrica.
Para manter tudo sob controle, é preciso considerar mais as escolhas feitas no dia a dia do que as condições climáticas. Pequenas mudanças comportamentais e uso consciente dos aparelhos ajudam a evitar desperdícios, reduzir gastos e tornar o consumo de energia mais eficiente ao longo da estação.
Quais são os grandes vilões do consumo de energia no inverno?
O inverno, que acontece no meio do ano no Brasil, tem como característica cair durante as férias de julho. Com mais tempo em casa, maior é a chance de usar aparelhos eletrônicos que aumentam o consumo de energia.
A cautela deve ser com aqueles aparelhos considerados os maiores vilões. Entre eles, estão:
chuveiro elétrico;
aquecedor;
máquina de lavar e secar roupas.
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, o chuveiro elétrico é considerado o maior consumidor de energia de uma residência. Durante os dias frios, ele se torna mais propenso a impactar a conta, já que os banhos são mais quentes e demorados.
Os modelos convencionais possuem apenas duas opções de temperatura: quente e morno. Enquanto, na opção morna, utilizada no verão, o consumo é de 2,10 a 3,50 kWh, ao escolher a temperatura quente, os gastos tendem a duplicar, chegando a 4,50 a 6,0 kWh.
O impacto é tão grande que uma família composta por quatro pessoas chega a gastar o equivalente ao consumo de energia de mais de 300 lâmpadas fluorescentes em banhos de 15 minutos.
Outro vilão silencioso nesses dias é o aquecedor de ambientes. Quando o clima está frio, o aparelho necessita de mais energia para se manter funcionando. Dessa forma, o gasto pode comprometer até um terço das despesas domésticas na estação.
As temperaturas baixas também impedem que a roupa seque naturalmente no varal, o que aumenta o uso de lavadoras e equipamentos com função de secagem. A geração de calor para cumprir essa função é a principal responsável pelo alto consumo desses equipamentos.
Dicas práticas e hábitos simples para seguir economizando energia
Embora pareça difícil reduzir o consumo energético na estação, algumas atitudes no dia a dia podem garantir uma conta de luz menos impactante ao final do mês.
Como o alto consumo de kWh ocorre pelas funções de aquecimento desses aparelhos, o ideal é que os equipamentos sejam utilizados por menos tempo. Ao tomar banho, por exemplo, o recomendado é que ele seja rápido. Ou seja, é preciso evitar escovar os dentes ou fazer a barba enquanto o chuveiro está ligado.
Além disso, o horário entre 18h e 22h é considerado de pico de consumo de energia. Evitar tomar banho nesse período e utilizar o modo “morno” pode reduzir em até 30% o consumo.
Para a lavagem de roupas, é aconselhável juntar várias peças e reduzir os ciclos de uso da máquina. Nesse sentido, utilizar menos sabão pode ser uma alternativa para diminuir a necessidade de enxágue. Além disso, em relação à secagem, quanto menos a função for utilizada, melhor.
Adotar uma postura consciente em casa e aprender a calcular consumo de energia dos aparelhos mais utilizados no dia a dia também ajudam a readequar o orçamento e a passar pela estação fria sem sustos na conta de luz.
O cálculo pode ser feito utilizando informações sobre potência e estimativa de tempo de uso. Ao conhecer esses dados, é possível planejar quanto será gasto no mês e identificar o que precisa ser ajustado na rotina.

















