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Etanol volta a ser mais vantajoso que gasolina após queda nos preços

Redação7 de julho de 202612min0
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Biocombustível teve recuo de 4,7% no mês, atingiu a menor relação com a gasolina desde março de 2024 e voltou a ficar abaixo do índice de 70% considerado ideal para abastecimento

O etanol voltou a ser a alternativa mais vantajosa para proprietários de veículos flex em junho, impulsionado pela queda nos preços registrada ao longo do último mês. Segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com o apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a relação entre o preço médio do etanol e da gasolina caiu para 67,9% no Brasil, o menor nível desde março de 2024 e abaixo do patamar de 70%, considerado referência para que o biocombustível seja economicamente mais interessante.

O resultado interrompe um período em que a relação entre os dois combustíveis vinha próxima ou acima desse limite. Nas capitais brasileiras, o indicador também apresentou melhora, recuando para 68,5%, embora ainda existam diferenças relevantes entre as regiões.

• Divulgação | Volkswagen
• Divulgação | Volkswagen

A maior competitividade do etanol foi sustentada principalmente pela queda de 4,7% no preço médio do combustível em comparação com maio, a maior redução entre todos os combustíveis acompanhados pelo levantamento. O litro do etanol hidratado encerrou junho com preço médio de R$ 4,265 no país, enquanto nas capitais a média ficou em R$ 4,425.

Segundo o estudo, o avanço da moagem da cana-de-açúcar na região Centro-Sul ampliou a oferta do biocombustível e aumentou a sua competitividade em relação à gasolina, que apresentou recuo bem mais discreto. O preço médio da gasolina comum caiu 0,3% no mês, para R$ 6,727 por litro, enquanto a gasolina aditivada também recuou 0,3%, chegando a R$ 6,866.

Nos derivados de petróleo, os preços também recuaram em junho. O diesel comum ficou 2% mais barato, encerrando o mês com média de R$ 6,988 por litro, enquanto o diesel S-10 caiu 1,4%, para R$ 7,111. O GNV foi o único combustível a registrar alta no período, com aumento de 1,4%, alcançando R$ 4,654 por metro cúbico.

• Istock
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Combustíveis ainda acumulam altas em 2026

Apesar da segunda queda mensal consecutiva, os preços ainda refletem as pressões acumuladas ao longo do primeiro semestre do ano. O diesel segue como o combustível com maior valorização em 2026.

Alta acumulada no ano:

  • Diesel S-10: +15,1%
  • Diesel comum: +14,1%
  • Gasolina comum: +7,1%
  • Gasolina aditivada: +6,8%
  • Etanol: -4,7%

Na comparação com junho de 2025, o cenário é semelhante. O diesel S-10 acumula alta de 16% em 12 meses, enquanto o diesel comum avançou 15%. A gasolina comum ficou 6,6% mais cara no período e a aditivada subiu 6,2%. Em contrapartida, o etanol registra queda de 0,9% nos últimos 12 meses, enquanto o GNV acumula recuo de 3,4%.

Para Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe, o comportamento dos preços confirma um processo de acomodação iniciado em maio, embora ainda insuficiente para eliminar as altas acumuladas ao longo do ano.

• Divulgação / Pexels
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“O comportamento dos preços em junho consolida um processo de acomodação iniciado no mês anterior, mas ainda não reverte integralmente as pressões acumuladas ao longo de 2026. A principal mudança ocorreu no etanol, cuja maior oferta elevou sua competitividade frente à gasolina, enquanto os derivados de petróleo continuam condicionados tanto ao cenário internacional quanto à dinâmica doméstica de repasses”, afirma o executivo.

Safra de cana e mercado internacional influenciaram os preços

De acordo com o levantamento, a queda dos preços do etanol foi favorecida pelo aumento da oferta proporcionado pela safra 2026/27 de cana-de-açúcar. No mercado internacional, o petróleo também apresentou um ambiente menos pressionado do que nos meses anteriores, com redução parcial dos prêmios de risco após a retomada de parte do fluxo de embarcações pelo Estreito de Hormuz.

Por outro lado, a demanda doméstica continua sustentando os preços dos combustíveis. Mesmo com a recente acomodação, o nível de atividade econômica e o transporte rodoviário seguem mantendo o consumo elevado, reduzindo a velocidade do repasse das quedas de preços ao consumidor final.

Fonte: Itatiaia

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