Intensificação do El Niño deve provocar seca em parte do país e aumentar risco de incêndios

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) recebeu alertas de especialistas para intensificação dos efeitos do El Niño nos próximos meses, com alta probabilidade de atingir intensidade forte ou muito forte entre agosto e dezembro.
O cenário prevê redução das chuvas em parte das regiões Norte e Centro-Oeste, temperaturas acima da média em grande parte do país e aumento do risco de incêndios florestais, especialmente nos biomas da Amazônia, Cerrado e Caatinga.
As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional durante o trimestre de agosto, setembro e outubro.
Há possibilidade de agravamento da seca no Norte e em parte do Pantanal, caso o fenômeno alcance intensidade muito forte. Para a região Sul, a previsão é de chuvas acima da média.
As projeções também indicam aumento do perigo de incêndios florestais entre agosto e outubro. As áreas com maior probabilidade de ocorrência de fogo concentram-se nos estados do Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, abrangendo principalmente a Amazônia e parte do Brasil Central.
As informações foram apresentadas nesta quinta-feira (16/7), durante a quinta reunião técnica de monitoramento climático realizada pelo MMA. O encontro reuniu especialistas de instituições federais e centros de pesquisa para atualizar as previsões meteorológicas e avaliar os indicadores de risco de incêndios florestais.
As análises confirmam o cenário apresentado na reunião anterior e apontam que o El Niño deverá influenciar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do país ao longo do segundo semestre.
Os cenários foram apresentados por representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ).
Também participaram representantes da Casa Civil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de órgãos estaduais e federais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif).
A reunião integra um ciclo de monitoramento iniciado em janeiro para acompanhar a evolução das condições climáticas e subsidiar o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. As informações são usadas pelo MMA em articulação com órgãos federais, estados, municípios e demais instituições que atuam no manejo integrado do fogo.
Fonte: O Tempo

















