Hepatite A em Minas: vacinação é principal forma de prevenção; veja quem deve se imunizar

O aumento dos casos de hepatite A em Minas Gerais acendeu um alerta para a importância da vacinação e das medidas de prevenção contra a doença. Em um ano, o estado registrou crescimento de 250,4% nas ocorrências, impulsionado principalmente pelo aumento de casos em Juiz de Fora. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde reforça que a vacina é a forma mais eficaz e segura de proteção contra a infecção.
Atualmente, a vacina contra a hepatite A faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é aplicada em dose única aos 15 meses de idade. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização também pode ser feita a partir dos 12 meses até antes de a criança completar 5 anos. Por isso, a pasta orienta que pais, responsáveis e profissionais de saúde verifiquem a caderneta de vacinação para garantir que nenhuma criança fique sem a dose.
Além do público infantil, a vacina também é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com condições específicas de saúde, como doenças crônicas do fígado, pessoas vivendo com HIV, pacientes imunossuprimidos, transplantados, pessoas em uso da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), entre outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde. Nesses casos, o esquema vacinal é de duas doses, com intervalo mínimo de seis meses.
Adultos também podem precisar da vacina
Embora muita gente associe a hepatite A à infância, adolescentes e adultos também podem precisar se imunizar. Segundo o infectologista Bil Randerson Bassetti, da Nina Saúde – healthtech especializada em vacinação e serviços de saúde, a recomendação depende da situação vacinal e deve ser avaliada por um profissional de saúde.
“Muitas pessoas acreditam que apenas crianças precisam se vacinar, mas isso é um mito. Adolescentes e adultos que não receberam as doses recomendadas podem precisar atualizar a proteção. Revisar a carteira de vacinação é importante em qualquer fase da vida”, explica.
O especialista também destaca ainda que na rede privada, existe ainda a opção da vacina combinada contra as hepatites A e B, ampliando as possibilidades de imunização conforme a idade, o histórico vacinal e a recomendação médica. “A vacinação é uma das estratégias mais importantes para reduzir a circulação das hepatites virais e prevenir complicações. Além disso, facilitar o acesso à imunização também ajuda a aumentar a cobertura vacinal”, afirma Bassetti.
Como a hepatite A é transmitida?
A hepatite A é uma infecção causada por um vírus que atinge o fígado. A transmissão ocorre, principalmente, pela ingestão de água ou alimentos contaminados e pelo contato com pessoas infectadas em locais onde as condições de higiene e saneamento são inadequadas. Também pode ocorrer durante relações sexuais com contato oral-anal.
Além da vacinação, o Ministério da Saúde recomenda uma série de cuidados para reduzir o risco de infecção, como lavar bem as mãos após usar o banheiro e antes de preparar alimentos, higienizar corretamente frutas e verduras, cozinhar bem carnes, peixes e frutos do mar, utilizar água tratada e evitar contato com águas de enchentes ou locais com esgoto a céu aberto. A pasta também orienta o uso de preservativos e a higiene das mãos e da região genital e anal antes e após as relações sexuais.
Não existe tratamento específico
De acordo com o Ministério da Saúde, não há um medicamento específico para tratar a hepatite A. O tratamento é voltado para aliviar os sintomas e manter o paciente hidratado e com bom estado nutricional. A orientação é evitar a automedicação, já que alguns remédios podem agravar os danos ao fígado. Casos mais graves, como insuficiência hepática aguda, podem exigir internação hospitalar, mas são menos frequentes.
A principal recomendação da pasta é manter a vacinação em dia e adotar hábitos de higiene, medidas que continuam sendo as formas mais eficazes de prevenir a doença.
Fonte: O Tempo


















