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Bichinhos de luz: por que eles invadem as casas no calor e o que fazer para se livrar deles

Redação24 de agosto de 20265min0
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Insetos que rodeiam lâmpadas em noites quentes e úmidas são, na verdade, cupins em fase reprodutiva – e sua presença pode indicar uma colônia próxima

Você já deve ter passado por essa cena: em uma noite quente e úmida, um enxame de pequenos insetos alados começa a girar sem parar ao redor de postes, faróis de carro e, se as janelas estiverem abertas, lâmpadas de casa. São os chamados “bichinhos de luz”, também conhecidos em diferentes regiões do país como “siriris” ou “aleluias”.

Trata-se de cupins alados, que deixam suas colônias em determinadas épocas do ano para se reproduzirem e fundar novos ninhos. O fenômeno costuma se concentrar em períodos de calor e alta umidade, principalmente depois de chuvas, tanto na primavera quanto no verão – embora ondas de calor fora de época também possam antecipar o aparecimento dos insetos em outras estações.

Nesse momento, machos e fêmeas alados saem em massa da colônia original em busca de parceiros, no que biólogos chamam de “voo nupcial” ou “revoada”. Depois do acasalamento, os cupins perdem as asas e partem à procura de um novo local para se instalarem e formar colônia.

Por que eles se concentram nas fontes de luz

A explicação para o comportamento em torno das lâmpadas está ligada à forma como esses insetos se orientam no espaço. Em condições naturais, cupins e diversos outros insetos voadores usam a luz do sol ou da lua como referência para manter uma linha reta de voo – um comportamento chamado de “fototaxia positiva”.

O problema é que fontes de luz artificial, por serem muito mais próximas e intensas do que os astros, quebram essa referência biológica e, em vez de seguir em linha reta, os insetos passam a girar sem direção ao redor da lâmpada.

Eles oferecem perigo?

Do ponto de vista da saúde, os bichinhos de luz não costumam representar risco direto às pessoas ou aos animais de estimação: eles não picam nem transmitem doenças, e essa fase alada dura poucas horas. O verdadeiro problema aparece depois, quando um casal de cupins consegue se instalar, ao perder as asas, em ambientes escuros e protegidos – de preferência perto de madeira ou papel, materiais ricos em celulose, que é a base da alimentação da espécie.

Se não forem percebidos a tempo, esses insetos podem formar colônias dentro de móveis, rodapés, portas, livros e até estruturas da casa, causando danos que muitas vezes só ficam evidentes quando o estrago já está avançado. Por isso, a presença recorrente de bichinhos de luz costuma ser tratada como um sinal de alerta, e não apenas como um incômodo passageiro.

Vale lembrar que, apesar do incômodo, esses insetos também cumprem função ecológica: fazem parte da cadeia alimentar de aranhas, lagartixas e outros predadores, e algumas espécies contribuem para a decomposição de material orgânico no ambiente.

Como afastar os bichinhos de luz de casa

As orientações mais citadas por biólogos e empresas de controle de pragas envolvem medidas simples, sem necessidade de inseticida:

  • Apague as luzes internas nos horários de pico da revoada – geralmente do fim da tarde ao início da noite – e, se possível, deixe acesa apenas uma fonte de luz mais distante da residência, para onde os insetos podem ser direcionados.
  • Instale telas em portas e janelas, o que ajuda a barrar a entrada dos cupins sem impedir a ventilação da casa.
    Afaste móveis das paredes e evite o acúmulo de papéis, dificultando a formação de esconderijos.
  • Mantenha armários limpos e arejados, abrindo-os com frequência para inspecionar sinais de infestação.
  • Se a infestação já estiver instalada ou se repetir com frequência, procure uma dedetizadora especializada em cupins, já que o combate a colônias formadas costuma exigir produtos e técnicas específicas.

Fonte: O Tempo

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