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El Niño: epidemiologista alerta para possibilidade de aumento dos casos de dengue

Redação26 de agosto de 20265min0
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Médico destaca que o momento para frear o aumento da doença é agora; SUS oferece vacina gratuita contra dengue

O Ministério da Saúde emitiu em julho deste ano um alerta para a possibilidade de aumento de casos de arboviroses devido aos efeitos do El Niño no país. A principal preocupação é a dengue, causada pelo mosquito Aedes aegypti. O boletim InfoDengue, da Fiocruz, projeta que o Brasil pode registrar cerca de 1,7 milhão de casos da doença em 2027.

“Com a questão do El Niño, há um grande alerta das autoridades de saúde para a possibilidade de aumento das doenças transmitidas por mosquitos. Este é um bom momento para conversar sobre isso, porque dá tempo de tomarmos providência para não ter a família com problema de saúde sério”, destaca José Geraldo Leite Ribeiro, epidemiologista do Hermes Pardini.

O especialista explica que o El Niño causa condições favoráveis à eclosão dos ovos do Aedes aegypti, aumentando sua circulação e, consequentemente, o número de casos de dengue, zika e chikungunya.

“Esse ovo resiste por quase um ano e meio, ‘quietinho’ numa latinha, num copinho. Quando há calor e chuva, eclode tudo de uma vez. Aí está a grande questão: com o El Niño, está previsto um aumento de temperatura na nossa região com muita chuva, e isso favorece muito a proliferação do Aedes aegypti”, descreve o médico.

O cenário também pode favorecer o aumento de casos de outras doenças causadas por mosquitos, como as febres Oropouche, causada pelo maruim, e do Nilo Ocidental, causada pelo pernilongo comum. “Mas esses mosquitos que se proliferam mais na natureza, a gente não conhece tão bem o impacto da mudança climática. Agora, o Aedes aegypti a gente conhece muito bem: mais calor e mais chuva, você tem mais dengue, a não ser que todos nós nos preparemos”, alerta o epidemiologista.

Além de eliminar criadouros dos mosquitos, o especialista aponta a vacinação contra a dengue como uma das principais formas de frear o avanço da doença. O público-alvo da vacinação pode variar em cada município. Na maioria deles, devem se vacinar crianças e adolescentes com idade entre oito e 14 anos.

“As pessoas confundiram um pouco porque o SUS ia avaliar a vacina da dengue do Butantan, que é uma vacina nova e ainda está sendo avaliada adequadamente. O público pode pensar que a outra também foi suspensa, mas não. Esta vacina da dengue é da Takeda, que é um laboratório japonês, e está disponível no SUS”, esclarece o profissional.

Fonte: Itatiaia

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