Casa própria é prioridade para 67% da Geração Z no Brasil; veja como planejar a compra

A conquista da casa própria aparece entre as principais aspirações da Geração Z no Brasil. Segundo a pesquisa Life Aspirations 2026, realizada pela Ipsos em 30 países com 22 mil pessoas, 67% dos jovens brasileiros dessa geração desejam adquirir um imóvel, percentual do país superior à média global.
O levantamento também revelou que 58% dos brasileiros ficariam tristes se não conseguissem comprar a casa própria. Os resultados podem indicar que, apesar das mudanças nos projetos familiares, a construção de patrimônio e a estabilidade financeira continuam ocupando espaço entre os objetivos dos mais jovens.
Transformar esse desejo em uma compra possível, entretanto, exige planejamento e organização. Entrada, financiamento, reserva financeira, localização e prazo para mudança precisam ser analisados antes da escolha.
Planejamento não termina na entrada
Um dos erros mais comuns é calcular apenas quanto será necessário para a entrada ou qual prestação cabe no orçamento. A aquisição também envolve despesas com Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, escritura, registro, condomínio, mudança e possíveis reformas, dependendo do local escolhido.
Quem pretende financiar deve comparar o Custo Efetivo Total das propostas, e não somente a taxa de juros anunciada. Como o compromisso pode durar décadas, a prestação precisa permanecer compatível com a renda mesmo diante de imprevistos.
Também é importante preservar uma reserva financeira após a compra. Utilizar todo o dinheiro disponível na entrada pode deixar o comprador sem recursos para emergências ou despesas iniciais relacionadas ao imóvel.
Localização precisa combinar com a rotina
O bairro influencia o preço da unidade e a experiência cotidiana do morador. Mobilidade, distância do trabalho, transporte público, comércio e serviços devem ser observados presencialmente e em diferentes horários.
Em São Paulo, quem pesquisa apartamentos à venda no Brooklin, por exemplo, pode encontrar unidades com diferentes metragens, valores e estágios de construção. A comparação deve considerar o endereço exato, o acesso ao transporte e o impacto dos custos recorrentes no orçamento.
Mesmo dentro do mesmo bairro, imóveis semelhantes podem apresentar diferenças de preço, condomínio, iluminação, ruído e facilidade de deslocamento.
Comprar imóvel pronto ou no lançamento?
É importante destacar que o estágio do empreendimento também interfere na decisão. Um imóvel pronto permite visitar a unidade real, conferir os acabamentos e planejar a mudança em prazo menor. Em contrapartida, pode exigir maior disponibilidade financeira no momento da compra.
Para quem não precisa se mudar imediatamente, comprar um imóvel no lançamento pode entrar entre as possibilidades. Essa alternativa pode oferecer mais tempo para organizar os pagamentos e, dependendo do empreendimento, opções de planta ou personalização.
Para o comprador, porém, é importante verificar o histórico da incorporadora, o prazo de entrega, o índice de correção das parcelas durante a obra, o memorial descritivo e as condições previstas no contrato.
Objetivo precisa caber no orçamento
Antes de assinar o contrato, é recomendável organizar dívidas, simular diferentes cenários de financiamento e comparar imóveis compatíveis com a renda. O FGTS também pode ser utilizado na entrada ou na amortização, desde que o comprador e o imóvel atendam às regras aplicáveis.

















