Em menos de 9 meses, mortes por febre maculosa dobram em Minas

Minas já confirmou 13 mortes por febre maculosa em menos de nove meses. Os três últimos óbitos ocorreram em Jeceaba, na região Central. Ao todo, 38 casos da doença foram registrados neste ano. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
O número de vidas perdidas no território mineiro em 2026 já supera o registrado em todo o ano passado, quando ocorreram sete mortes, além de 48 casos. Em 2024, foram quatro mortes e 95 casos.
Em nota, a SES-MG informou que monitora a situação epidemiológica em todas as regiões e mantém ações de vigilância, investigação e prevenção da doença.
“Entre as ações realizadas pela SES-MG estão o acompanhamento diário dos casos em investigação, a emissão de alerta epidemiológico, a orientação às Unidades Regionais de Saúde e aos municípios, a capacitação das equipes de vigilância e o monitoramento ambiental de áreas de risco, realizado em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e as secretarias municipais de Saúde”, escreveu a pasta.
Entenda os riscos da febra maculosa
A febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados, principalmente o chamado carrapato-estrela. O risco é maior em locais onde há circulação de animais que podem carregar o parasita, como capivaras, cavalos e cães.
A febre maculosa costuma apresentar maior ocorrência entre maio e outubro. Os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e dor muscular. A orientação é procurar atendimento médico rapidamente diante de sintomas compatíveis, principalmente após possível contato com carrapatos.
O tratamento é feito com antimicrobianos e deve começar o mais cedo possível. Não é necessário aguardar a confirmação laboratorial para iniciar a medicação quando houver suspeita da doença.
Como se proteger da febre maculosa
A principal forma de prevenção é evitar o contato com carrapatos em áreas de risco. Em locais com presença desses animais, a recomendação é usar roupas claras e compridas, calçados fechados, meias longas e repelente à base de icaridina.
Também é importante verificar o corpo após passar por áreas de vegetação, pastos, parques ou margens de rios e retirar rapidamente eventuais carrapatos encontrados. A remoção deve ser feita com uma pinça, sem esmagar o animal.
Fonte: Hoje em Dia


















