Alimentos e hábitos simples podem ajudar a melhorar memória e concentração; veja quais

Melhorar a memória e manter a concentração ao longo do dia não depende de uma solução isolada. Alimentação equilibrada, sono adequado, hidratação e prática de exercícios físicos são alguns dos fatores que contribuem para o funcionamento do cérebro e podem ajudar a preservar o desempenho cognitivo.
A alimentação tem papel importante nesse processo por fornecer nutrientes envolvidos no funcionamento das células nervosas. Peixes ricos em ômega-3, ovos, frutas vermelhas, vegetais verde-escuros, azeite, abacate, castanhas e sementes estão entre os alimentos que podem fazer parte de uma dieta voltada à saúde cerebral.
Esses alimentos fornecem substâncias como gorduras insaturadas, colina, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes. Mais do que consumir um alimento específico, porém, estudos sobre nutrição e cognição apontam para a importância do padrão alimentar como um todo.
Ômega-3 e saúde cerebral
O ômega-3, especialmente os ácidos graxos EPA e DHA, integra as membranas das células nervosas e participa de processos relacionados à sinalização cerebral. Sardinha, salmão e atum estão entre as principais fontes alimentares.
Chia, linhaça e nozes também contêm ômega-3, principalmente na forma de ALA. O organismo consegue converter parte dessa substância em EPA e DHA, embora em quantidade limitada.
O uso de suplementos, por outro lado, não deve ser tratado como substituto de uma alimentação equilibrada e pode exigir orientação profissional, especialmente quando há condições de saúde ou uso de medicamentos.
Sono, água e exercício também fazem diferença
A concentração não está relacionada apenas ao que se come. Dormir pouco, permanecer sedentário, ingerir pouca água e enfrentar períodos prolongados de estresse podem prejudicar a atenção e aumentar a sensação de cansaço mental.
Manter horários relativamente regulares para dormir e acordar, praticar atividade física e fazer pequenas pausas durante períodos prolongados de trabalho ou estudo são estratégias que podem favorecer o desempenho ao longo do dia.

Também é importante evitar excessos de álcool e reduzir o consumo frequente de alimentos ultraprocessados e produtos com grandes quantidades de açúcar e gorduras pouco saudáveis.
Quando o esquecimento merece atenção
Falhas ocasionais de memória podem acontecer, especialmente em períodos de estresse, privação de sono ou sobrecarga. Quando o problema se torna frequente ou progressivo, entretanto, é importante procurar avaliação médica.
Dificuldade crescente para encontrar palavras, confusão mental, desorientação, alterações importantes de atenção ou esquecimentos que passam a interferir nas atividades cotidianas não devem ser atribuídos apenas à alimentação.
Mudanças no estilo de vida podem contribuir para a saúde cerebral, mas não substituem investigação profissional diante de sintomas persistentes.
Fonte: ICL Notícias

















