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Sarampo volta a preocupar Brasil após avanço de casos nas Américas; veja quem deve se vacinar

Redação7 de outubro de 20266min0
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Estados Unidos e outros países das Américas concentram mais de 95% dos casos confirmados de sarampo no mundo em 2026; Brasil registrou 52 casos importados da doença neste ano, com registros em SP, RJ e AM

O Ministério da Saúde reforçou o alerta para o risco de o vírus do sarampo chegar ao Brasil, diante do avanço da doença nos Estados Unidos e em outros países das Américas. Mesmo com os casos importados, atualmente, o país continua livre da circulação endêmica do sarampo.

Os EUA registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% dos registros são de pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

No Brasil, até essa segunda-feira (5), foram registrados 52 casos importados de sarampo. Em São Paulo, foram 41 registros, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação foi intensificada nessas regiões.

Em 2019, com baixos níveis de cobertura vacinal, o país registrou mais de 20 mil casos e, após mais de 12 meses de transmissão, perdeu a certificação de eliminação do vírus. Em novembro de 2024, a Opas voltou a classificar o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 43 casos, sem óbitos.

A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações.

Vacina contra o sarampo

A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é indicada para crianças a partir de 12 meses de idade, adolescentes e adultos de até 59 anos que não tomaram as doses anteriores, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

A primeira dose deve ser administrada aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses, com reforço da tetraviral. Pessoas de 5 a 29 anos não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Adultos de 30 a 59 anos que não se vacinaram devem tomar somente uma dose. Profissionais de saúde devem receber duas doses, independentemente da idade.

Quem não deve tomar a vacina:

  • Gestantes
  • Pessoas com imunossupressão grave (como em casos de uso de quimioterapia antineoplásica, infecção pelo HIV com comprometimento imunológico grave, uso de medicamentos em doses imunossupressoras ou transplantados).
  • Indivíduos com histórico de reação alérgica grave (anafilaxia) a componentes da vacina, como neomicina.
  • Crianças com menos de seis meses.

Fonte: Itatiaia

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