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Piscicultura ornamental da Zona da Mata articula ações para fortalecer cadeia produtiva

Redação10 de outubro de 20267min0
Piscicultura ornamental da Zona da Mata articula ações para fortalecer cadeia produtiva

Representantes do setor discutem padronização do transporte, ampliação da assistência técnica e incentivo à certificação para fortalecer a atividade na região

A cadeia produtiva de peixes ornamentais da Zona da Mata mineira avança em um processo de organização e profissionalização, com foco na regularização das propriedades, no fortalecimento da segurança sanitária e na ampliação da presença da atividade no mercado nacional.
Após encontro realizado no Sindicato dos Produtores Rurais de Muriaé, representantes de instituições, produtores e entidades ligadas ao setor discutiram demandas e definiram propostas para articulação junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Participaram da reunião representantes do Sistema Faemg Senar, técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), sindicatos de produtores rurais, piscicultores, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Emater, Epamig, Embrapa e Sebrae/MG.
Segundo o gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa, Marcos Reis, a iniciativa também busca documentar a trajetória de desenvolvimento da piscicultura ornamental na região.

Levantamento vai registrar trajetória da piscicultura ornamental

O Sebrae/MG está realizando um levantamento para reunir informações sobre a evolução da atividade na Zona da Mata, identificando os fatores que contribuíram para a consolidação do polo regional.
“Ele vai montar um dossiê, para mostrar o caso de sucesso do polo de piscicultura ornamental da região da Zona da Mata, para apresentar isso para outros estados e outras cadeias”, explicou Marcos Reis.

O estudo pretende identificar como a piscicultura ornamental se desenvolveu ao longo dos anos, quais instituições e profissionais contribuíram para esse processo e como o polo alcançou sua importância atual.
A proposta também busca apresentar a experiência regional como referência para outras cadeias produtivas e estados brasileiros.

Setor apresenta três demandas ao Ministério da Pesca e Aquicultura

O documento encaminhado ao consultor técnico do Sebrae/MG, Felipe Matias, reúne três demandas prioritárias para articulação junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura.

Padronização das Guias de Trânsito Animal

A primeira proposta trata da padronização das informações das Guias de Trânsito Animal (GTA) utilizadas no transporte de peixes de corte e ornamentais.
A intenção é que os estados e o Distrito Federal adotem informações padronizadas na Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), incluindo quantidade de peixes, espécies transportadas, origem, destino e demais dados necessários à rastreabilidade.
Segundo o documento, a medida pode contribuir para aprimorar o controle sanitário, a fiscalização e a segurança dos integrantes da cadeia produtiva.

Ampliação da assistência técnica aos piscicultores

A segunda demanda é a ampliação do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) para os produtores de peixes ornamentais.
O programa do Sistema Faemg Senar já contemplou 90 piscicultores na região, com resultados positivos, especialmente nos processos de regularização ambiental e sanitária.
Entre os benefícios proporcionados pela assistência técnica estão:

  • Melhoria da gestão das propriedades rurais;
  • Adoção de boas práticas de produção;
  • Organização dos registros e aprimoramento da rastreabilidade;
  • Adequação às exigências ambientais e sanitárias;
  • Preparação dos produtores para processos de certificação.

A ampliação do atendimento busca permitir que mais piscicultores tenham acesso à orientação técnica e gerencial necessária para profissionalizar suas atividades.

Incentivo à certificação das propriedades

A terceira proposta envolve o fomento à certificação das pisciculturas ornamentais.
O documento solicita que o Ministério da Pesca e Aquicultura avalie a possibilidade de destinar recursos para apoiar e ampliar as ações de certificação na Zona da Mata.
A iniciativa também considera o potencial de expansão desse modelo para outras regiões do país, contribuindo para o fortalecimento e a profissionalização da atividade.

Integração entre instituições fortalece o setor

Além das demandas técnicas e regulatórias, a mobilização busca fortalecer a governança da cadeia produtiva e ampliar a integração entre as instituições envolvidas.
Para Marcos Reis, a articulação conjunta permite organizar melhor as iniciativas e direcionar os esforços para objetivos comuns.
“A articulação entre as entidades, a integração de ações, a formação de um calendário mais coletivo para que os esforços sejam feitos em conjunto. Isso é um ganho também do processo”, concluiu.

Com as propostas apresentadas, o setor busca avançar na regularização, na assistência técnica e na certificação das pisciculturas ornamentais, fortalecendo a organização da cadeia produtiva da Zona da Mata e criando condições para ampliar sua inserção no mercado nacional.

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