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Combinação de vacina com imunoterapia pode reduzir 42% o risco de morte ou recorrência de melanoma, aponta estudo

Redação23 de outubro de 20263min0
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Esses são os primeiros dados que mostram que a combinação de uma vacina baseada em mutações exclusivas do tumor com um medicamento que ajuda o sistema imunológico a combater a doença pode mantê-la sob controle

A vacina contra o câncer feita com RNA mensageiro pode reduzir em até 42% o risco de morte ou recorrência de melanoma, caso seja combinada com a imunoterapia, informaram as farmacêuticas Moderna e Merck nessa quinta-feira (22), após um ensaio clínico.

Segundo a agência de notícias Reuters, as ações da Moderna dispararam desde o anúncio das empresas, quase quadruplicando até o fechamento nessa quarta-feira (21).

O ensaio clínico da fase 3 envolveu mais de 1.100 pacientes e também mostrou que a combinação reduziu em 38% o risco de disseminação do câncer.

Esses são os primeiros dados que mostram que a combinação de uma vacina baseada em mutações exclusivas do tumor com um medicamento que ajuda o sistema imunológico a combater a doença pode mantê-la sob controle. A vacina foi testada em conjunto com o Keytruda, imunoterápico da Merck, um dos mais vendidos do mundo.

A Keytruda age removendo um mecanismo natural de bloqueio que as células cancerígenas utilizam para se esconder do ataque do sistema imunológico. Já a vacina, chamada intismeran autogene, instrui as células do paciente a produzir cópias de mutações específicas, para que o sistema imunológico as identifique e destrua.

Para a CEO da Moderna, os dados apontam para um novo capítulo no tratamento de câncer. “Com essa capacidade de criar novas células T específicas para o seu tumor […], o impacto clínico é muito profundo e, como vimos no ensaio de fase 2, muito duradouro”, disse Stephane Bancel.

A vacina deve ser lançada em 2027, após aprovação nos Estados Unidos. A combinação do imunizante com o imunoterápico já é testada contra cânceres de rim, bexiga e pulmão.

Fonte: Itatiaia

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