Polícia Civil esclarece episódio durante carreata em Muzambinho e descarta ocorrência de tortura

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da 30ª Delegacia de Polícia Civil de Muzambinho, divulgou nesta segunda-feira (26) uma nota de esclarecimento sobre um episódio ocorrido durante uma carreata política realizada no sábado (24 de outubro), em Muzambinho, após a circulação de imagens nas redes sociais que levantaram questionamentos sobre a situação de um homem que participou do evento.
De acordo com o comunicado, a investigação analisou imagens divulgadas nas redes sociais, gravações de câmeras e depoimentos de testemunhas para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Polícia relata participação espontânea
Segundo a Polícia Civil, o homem, conhecido na cidade, encontrou a carreata enquanto caminhava pela Rua Capitão Heliodoro Mariano. Conforme a nota, ele gritava o nome de um candidato adversário e, posteriormente, teria subido espontaneamente em uma pequena carreta que participava do evento, levantando os braços e continuando a manifestar seu apoio político.
A corporação afirma que não foram identificados atos de violência física, uso de força, amarração ou coação para que o homem permanecesse no veículo. O comunicado também destaca que a carreta era rebocada por um trator que seguia em baixa velocidade.
Durante o percurso, ainda conforme a investigação, o homem recebeu um jato de água direcionado ao rosto. A Polícia Civil considerou que o episódio poderia configurar uma infração penal relacionada à exposição vexatória, mas ressaltou que eventual providência criminal, nesse caso, dependeria de manifestação da própria vítima ou de seus representantes legais.
Polícia Militar foi acionada
A nota informa ainda que a Polícia Militar foi chamada por participantes da carreata porque o homem se recusava a descer do veículo. Ele teria deixado a carreta em um posto de combustível, após orientação dos policiais militares.
De acordo com a Polícia Civil, o homem caminhava normalmente e não apresentou reclamações naquele momento, conforme o relato registrado no comunicado.
Investigação buscou esclarecer imagens divulgadas nas redes sociais
A repercussão do caso ganhou força após a divulgação de imagens que, inicialmente, geraram interpretações de que o homem teria sido amarrado, torturado e exposto publicamente durante a carreata.
Após analisar os registros e ouvir testemunhas, a Polícia Civil concluiu que não houve tortura nem ato criminoso violento, conforme os elementos apurados até o momento. A corporação esclareceu, entretanto, que o episódio envolvendo o jato de água poderia ser objeto de apuração criminal, condicionada à manifestação da vítima, nos termos mencionados na nota.
Ao final do documento, assinado pelo delegado de Polícia Adnan Cassiano Grava, a Polícia Civil reafirmou seu compromisso com a apuração dos fatos com base em provas e destacou que a divulgação do esclarecimento teve como objetivo informar a população diante da repercussão do episódio em Muzambinho e na região.
*A informações são da Polícia Civil de Minas Gerais – 30ª Delegacia de Polícia Civil de Muzambinho. Nota de esclarecimento divulgada em 26 de outubro de 2026.



















