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Brasil bate meta de vacinação de sarampo

Redação30 de outubro de 201910min0
vacinaBrasil
Até o momento, 14 estados já superaram a meta de vacinação do sarampo em crianças de seis meses a menores de 1 ano de idade, que são mais suscetíveis às complicações da doença. A cobertura vacinal do Brasil é de 95%

O Brasil atingiu a meta de vacinação de sarampo de 2019 com 95% de cobertura vacinal em crianças de 1 ano. Catorze estados superaram o índice de 95% das crianças vacinadas. Outros 12 estados e o Distrito Federal ainda precisam buscar a meta para evitar a doença. O anúncio foi feito na terça-feira (29), em Brasília (DF), durante o balanço das ações do Ministério da Saúde da primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo, quando crianças de seis meses a menores de cinco anos tiveram a caderneta de vacinação avaliada.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, é importante manter a população vacinada, pois o sarampo pode voltar ao nosso país por meio de pessoas que ficam doentes em outros países. “Estamos trabalhando para retoma, o certificado de eliminação do sarampo que foi perdido em fevereiro deste ano, em decorrência de um surto que começou em 2018, bastante importante na Região Norte do Brasil. Esse surto atual, mais presente em São Paulo, não tem relação com aquele surto, nós conseguimos controlá-lo em meados de maio. A introdução deste novo vírus sarampo se deu a partir de viajantes provenientes da Noruega e de Israel”, informou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira.


LEVANTAMENTO DA SITUAÇÃO VACINAL

Os estados que atingiram a meta de vacinação são: Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Sergipe, Rio Grande do Sul, Tocantins, Goiás, São Paulo e Paraíba. Em relação aos municípios, 34,5% (1.923) precisam reforçar os esforços para atender a meta de vacinação. A partir de 18 de novembro, a segunda etapa da campanha se inicia. Um novo grupo, composto por adultos de 20 a 29 anos que não estão com a caderneta de vacinação em dia, terão a oportunidade de se vacinarem até 30 de novembro, quando termina a campanha.

O Ministério da Saúde fez um levantamento de 6,5 milhões de registros da situação vacinal de crianças para análise. Os dados são de crianças de seis meses a menores de cinco anos. Na lista, consta o quantitativo de doses aplicadas da tríplice viral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba, de cada registro. O documento servirá para que os gestores locais definam estratégias para realização de busca ativa das crianças com o esquema vacinal incompleto.

Os profissionais de saúde deverão checar se o número de doses aplicadas da vacina é o recomendado pelo Ministério da Saúde para a idade da criança, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação. O objetivo, além de aumentar a cobertura vacinal, é estimular que os gestores atualizem suas bases de dados de vacinação, que precisa ser feita de forma completa pelos profissionais de saúde.

“A lista das crianças não vacinadas é uma iniciativa do Ministério da Saúde para potencializar o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias na busca ativa dessas crianças. A medida vai apoiar os municípios no alcance da meta de cobertura vacinal contra o sarampo, para que eles consigam receber o restante dos R$ 206 milhões liberados pela pasta para ações locais de vacinação. Com esse reforço financeiro e a estratégia da busca ativa, os municípios terão fôlego para organizar e implantar mais ações de imunização a quem mais precisa”, destacou o secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzheim.

Os municípios que contam com o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) podem utilizar os profissionais para a ação, já que eles conhecem as famílias e crianças da sua região. Os municípios que não contam com esses profissionais podem utilizar o serviço das Equipes de Saúde da Família (ESF) e os profissionais que atuam nas unidades de Atenção Primária à Saúde. 

O relatório foi disponibilizado na plataforma e-Gestor Atenção Básica, um espaço que reúne informações sobre os sistemas e programas da Atenção Primária, permitindo a comunicação entre o Ministério da Saúde e os gestores locais. Os dados da lista foram levantados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e cruzados com os da estratégia e-SUS da Atenção Primária (e-SUS AB).

Assista ao vídeo – Ministério da Saúde elabora lista com situação vacinal das crianças

CASOS DE SARAMPO

As crianças são mais suscetíveis às complicações da doença, que podem evoluir para óbito. Nos últimos 90 dias, foram confirmadas 14 mortes pela doença no Brasil, sendo sete em menores de cinco anos de idade, 3 na faixa etária de 20 a 29 anos e quatro em adultos maiores de 40 anos. Foram 13 óbitos registrados em São Paulo e um em Pernambuco.

Os dados do próximo boletim epidemiológico de sarampo, que deve ser publicado no dia 6/11, trará como registro, dos últimos 90 dias, 5.660 casos confirmados de sarampo. Dezenove estados estão na lista de transmissão ativa da doença e 90,5% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo.

MAIS RECURSOS

O Ministério da Saúde já disponibilizou R$ 103 milhões (metade do bônus de R$ 206 milhões) criado para incentivar os municípios brasileiros a vacinar em massa crianças entre seis meses e cinco anos de idade. O dinheiro foi repassado no dia 18 de outubro para os fundos municipais de saúde, de acordo com o tamanho da população de cada cidade.

O plano feito pelo Ministério da Saúde é premiar os municípios que cumpram metas em relação à vacinação. A outra metade do bônus, outros R$ 103 milhões, portanto, só será liberada para aqueles que alcançarem 95% de cobertura vacinal da primeira dose da tríplice viral em crianças de 12 meses de idade e também informar ao Ministério e a Secretaria Estadual de Saúde do estoque das vacinas de poliomielite, tríplice e pentavalente guardadas nas unidades de saúde.

Por Amanda Mendes e Tinna Oliveira, da Agência Saúde

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