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Em Minas Gerais, 204 pessoas são resgatadas do trabalho análogo à escravidão

Redação7 de setembro de 20233min0
trabalho-escravo
As vítimas eram atraídas para trabalhar, em sua maioria, em lavouras de café

O Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou 204 pessoas que viviam em trabalho análogo à escravidão em Minas Gerais. As vítimas eram atraídas para trabalhar, em sua maioria, em lavouras de café. Detalhes da operação Resgate III foram repassadas nesta quarta-feira (6 de setembro).

Minas Gerais teve o maior número de resgates. O Superintendente Regional do Trabalho, Carlos Calazans lamentou que a forma de exploração ainda esteja presente no Brasil, mais de 100 anos após a abolição e indicou alguns motivos para que os números no Estado tenham sido maiores.

“Não significa que Minas Gerais é o local onde mais se pratica essa forma de exploração. Um dos motivos é o momento de safra, especialmente do café que implica no grande fluxo de trabalhadores, outro é a expertise da equipe de auditores fiscais”, explicou.

Das 204 pessoas resgatadas, 97 estavam sendo exploradas em lavouras de café de oito municípios mineiros: 24 em Itamogi; 5 em Cabo Verde; 5 em Silvianópolis, 3 em Santa Rita do Itueto; 25 em Pratinha, 11 em Santa Rita do Sapucaí, 18 em São Pedro da União e 6 em Muzambinho.

No trabalho de seleção de alho, na cidade de Rio Paranaíba, foram resgatadas 97 pessoas, incluindo seis adolescentes e uma mulher grávida. Na cidade de Tapiraí, foram resgatadas sete pessoas na produção de carvão; em Belo Horizonte houve resgate de uma doméstica e duas pessoas na criação de animais de estimação.

No ambiente de trabalho, não havia banheiros suficientes, local para aquecimento da alimentação e cadeiras para os empregados se sentarem. Os trabalhadores não tinham carteira de trabalho assinada nem receberam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

O MPT obteve assinatura de 55 termos de ajustamento de conduta e ajuizou 17 ações civis públicas.

Sobre a operação

Realizada durante todo o mês de agosto, em 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, a Operação Resgate III teve como resultado o resgate de 532 pessoas submetidas ao trabalho em condições análogas à escravidão. Homens, mulheres, idosos e até crianças estavam sendo explorados em segmentos econômicos como agricultura, em lavouras de café, mandioca, batata; na pecuária, na produção de carvão, no beneficiamento do alho. Neste ano, o número de resgatados no Brasil chegou a 2.077.

Com MPT

Fonte: O Tempo

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