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Dia do Meio Ambiente: mesmo com queda, Minas é um dos estados que mais desmatam a Mata Atlântica

Redação5 de junho de 20245min0
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Brasil perdeu o equivalente a 14 mil campos de futebol neste bioma em 2023; em Minas, 3.193 hectares foram destruídos no último ano, redução de 57% em relação a 2022. Estado anuncia medidas para mitigar situação

Celebrado em 5 de junho, o Dia do Meio Ambiente é uma forma de conscientizar sobre a importância do cuidado com a natureza. Neste ano, o Brasil tem um avanço em relação ao desmatamento da Mata Atlântica, que caiu 27% comparado ao ano passado, segundo dados da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em Minas, a redução foi de 57%.

Os dois principais mecanismos de monitoramento da Mata Atlântica trazem preocupantes, apesar da diminuição do desmatamento. De acordo com o Atlas da Mata Atlântica, o desmatamento neste bioma, no Brasil, caiu de 20.075 hectares em 2022 para 14.697 em 2023.

Desmatar 14.697 hectares no ano corresponde a perder área equivalente a 14 mil campos de futebol. Também significa emitir 7,032 milhões de toneladas de CO² na atmosfera, ou toda a emissão de Cabo Verde, por exemplo. Os dados do Atlas mostram diminuição do desmatamento em grande parte dos 17 estados da Mata Atlântica – as exceções foram Piauí, Ceará, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

Minas Gerais

Minas Gerais, que em 2021 e 2022 liderou o ranking de desmatamento da Mata Atlântica, continua com dados incômodos – em 2023, foram 3.193 hectares perdidos, ou 3 mil campos de futebol. Mas a taxa de destruição recuou 57% no Estado em relação a 2022. Quatro estados acumularam 90% do desflorestamento no ano: Piauí (6.192 ha), Minas Gerais (3.193 ha), Bahia (2.456 ha) e Mato Grosso do Sul (1.457 ha).

Iniciativas do Governo de Minas

O Governo de Minas anunciou, na abertura da Semana do Meio Ambiente, ações para a preservação da cobertura natural no estado. Minas assinou um acordo de Cooperação Técnica com o Laboratório Observatório do Clima para aderir à plataforma Sistema de Estimativa de Emissões de Gases (Seeg). Assim, MG age para ampliar o inventário de emissões, fundamental para alcançar a neutralidade de emissões de carbono.

Outra iniciativa é o Tratado da Mata Atlântica, que prevê o plantio de 7 milhões de mudas de espécies nativas, em Minas, até o fim de 2026. A medida prevê o plantio de 100 milhões de mudas nos estados do Sul e Sudeste.

A abertura da Semana do Meio Ambiente contou, também, com a entrega de kits do Programa Minas Contra o Fogo para 22 municípios mineiros. O material, que será repassado para as brigadas municipais, possui equipamentos de proteção individual e de combate a incêndios florestais.

“Estamos na dianteira, no Brasil, no que diz respeito à implementação de políticas públicas para a proteção do meio ambiente”, afirmou o vice-governador Mateus Simões.

Outra iniciativa é a inauguração da Sala de Situação de Combate ao Desmatamento e Carvão Ilegais de Minas. A estrutura é um centro de monitoramento com computadores, painéis de vídeo e equipe dedicada a supervisionar ocorrências de desmatamento e de irregularidades na cadeia do carvão vegetal.

Por meio desse dispositivo, a Semad espera reunir, entre outros objetivos, dados de ocorrência de desmatamento, alterações na cobertura da vegetação nativa e gerar informações indicativas das áreas sob pressão de desmatamento ilegal.

Desmatamento atinge outros biomas

Mesmo com a redução de 27% do desmatamento, as áreas da Mata Atlântica em maior risco são áreas de transição para outros biomas, como o Cerrado e a Caatinga. Segundo o SAD, parceria entre a SOS Mata Atlântica e o MapBiomas, o desflorestamento nesse trecho total saltou de 74.556 para 81.356 hectares entre 2022 e 2023. É o equivalente a mais de 200 campos de futebol desmatados por dia.

Fonte: Itatiaia

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