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Dia Mundial do Café: do campo ao mundo, Brasil se mantém como potência global

Redação14 de abril de 202610min0
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País lidera produção e exportação mundial, amplia produtividade e fortalece sua presença internacional no setor cafeeiro

Neste 14 de abril, o mundo celebra o Dia Mundial do Café, uma das bebidas mais consumidas do planeta e presente na rotina de milhões de pessoas. Mais do que um hábito diário, o café representa uma cadeia produtiva estratégica para a economia global, conectando produtores, indústrias e consumidores em diferentes continentes.

No Brasil, o café também ocupa lugar de destaque no dia a dia da população. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), cada brasileiro consome, em média, cerca de 1.400 xícaras por ano, o equivalente a aproximadamente 3,8 xícaras por dia.

Por que o café é uma potência em todo mundo? O Hub do Café te conta:

1 – Liderança da produção ao consumo

O país mantém posição de destaque no cenário global. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo e ocupa a segunda posição entre os maiores consumidores, atrás apenas dos Estados Unidos. No entanto, no consumo per capita, os brasileiros lideram.

A produção nacional alcança cinco continentes, consolidando a presença em mercados estratégicos. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o consumo segue em expansão, com estimativa de 174 milhões de sacas de 60 quilos (kg) na safra 2025/2026. No Brasil, o volume chega a 21,4 milhões de sacas, evidenciando a força do mercado interno.

2 – Produção brasileira avança com tecnologia e condições favoráveis

Conforme o 1º Levantamento da Safra de Café 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira deve alcançar 66,2 milhões de sacas beneficiadas, o que representa um crescimento de 17,1% em relação à safra anterior.

O resultado é impulsionado pelo ciclo de bienalidade positiva, pela expansão da área em produção e pela recuperação da produtividade das lavouras. A área produtiva está estimada em 1,9 milhão de hectares, enquanto a produtividade média deve atingir 34,2 sacas por hectare, refletindo melhores condições climáticas e maior adoção de tecnologias no campo.

A Conab realiza uma nova pesquisa de campo em dez estados brasileiros para elaboração do segundo levantamento da safra.

Em relação ao café no mundo, a produção mundial para o ciclo 2024/2025 foi projetada em 176,2 milhões de sacas, com o Brasil na liderança global da produção (31%), seguido por Vietnã (16,5%) e Colômbia (7%).

3 – Exportações mantêm relevância econômica

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 40,04 milhões de sacas de café em 2025. A receita atingiu recorde de US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% na comparação anual.

O café arábica lidera os embarques, com 32,3 milhões de sacas (80,7% do total), seguido pelo canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%), pelo café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%), e pelo segmento de torrado e moído, com participação menor, mas crescente.

Em Minas Gerais, o café lidera as exportações do setor agropecuário do estado. No último ano foram 30,6 milhões de sacas, representando 66% do volume nacional e US$ 7,8 bilhões de receita.

4 – Cooxupé amplia presença do Brasil no mercado internacional

Nesse cenário, a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, desempenha papel estratégico ao conectar o produtor brasileiro aos mercados globais. Exporta café verde tipo arábica para 50 países. Em 2025, embarcou 6,078 milhões de sacas, sendo 4,8 milhões destinadas à exportação direta e 1,2 milhão ao mercado interno.

As exportações representam cerca de 80% das atividades da cooperativa, com destinos como Alemanha, Estados Unidos, China, Canadá e Argentina.

No mercado interno, a Cooxupé também agrega valor à cadeia produtiva por meio de sua torrefação, que produziu mais de 15 milhões de quilos de café em 2025, ampliando a presença da marca no varejo nacional.

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Maior cooperativa de café do mundo, a Cooxupé leva o café de seus cooperados a mais de 50 países (Foto: Divulgação)

5 – Cafés especiais avançam e conquistam mercados

O crescimento do segmento de cafés especiais reflete a busca dos consumidores por qualidade, origem e experiências sensoriais diferenciadas. A SMC Specialty Coffees, empresa controlada pela Cooxupé, embarcou 192.792 sacas, sendo 167.979 destinadas ao mercado externo e 24.813 ao mercado interno.

Ao todo, foram atendidos 24 países, incluindo Estados Unidos, Suíça, Japão, Reino Unido, Coreia do Sul e Alemanha, consolidando a expansão dos cafés diferenciados.

6 – Segmento ganha valor e importância global

De acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), o Brasil segue como um dos principais fornecedores mundiais de cafés diferenciados. Os grãos com certificações de práticas sustentáveis, qualidade superior ou perfil especial, somaram 8,145 milhões de sacas exportadas em 2025, respondendo por 20,3% do total embarcado.

Os embarques desses cafés geraram US$ 3,525 bilhões, o equivalente a 22,6% da receita total, com alta de 39,1% na comparação anual, impulsionada pelos preços médios mais elevados.

Entre os principais destinos dos cafés diferenciados brasileiros estão Estados Unidos (16,2%), Alemanha (15,2%), Bélgica (10,0%), Holanda (9,3%) e Itália (5,7%).

7 – Café solúvel amplia presença e diversifica o consumo

O café solúvel continua com participação relevante na pauta exportadora brasileira, mesmo diante de oscilações ao longo do ano. Em dezembro de 2025, os embarques totalizaram 273.466 sacas. No acumulado do ano, as exportações alcançaram 3,687 milhões de sacas, evidenciando a presença do produto em mercados internacionais.

No primeiro semestre do ano safra, foram embarcadas 1,739 milhão de sacas, o que destaca o papel do segmento na diversificação e no atendimento a diferentes perfis de consumo.

Dia Mundial do Café: uma bebida que conecta o mundo

Do campo à xícara, o café movimenta economias, gera empregos e conecta culturas ao redor do mundo. Neste Dia Mundial do Café, a bebida reafirma sua relevância global ao unir tradição, inovação e desenvolvimento, com o Brasil como protagonista dessa história.

(Hub do Café)

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