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Conta de luz vai ficar 6,5% mais cara em Minas a partir de quinta

Redação27 de maio de 20263min0
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Consumidores residenciais terão aumento de 5,2%; novos valores começam a ser aplicados gradualmente a partir de junho

A conta de luz irá ficar mais cara em Minas Gerais. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste tarifário médio de 6,5% para a Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais (Cemig). A tarifa começará a ficar mais cara a partir desta quinta-feira (28).

Para a categoria de clientes residenciais, o reajuste definido pela agência reguladora foi fixado em 5,2%. Já o reajuste tarifário para os clientes de alta tensão em média será de 9,43%, resultando no efeito médio de 6,50% para o consumidor final.

Segundo informações da concessionária, o novo percentual atinge uma base de aproximadamente 9,8 milhões de unidades consumidoras no estado. A homologação do reajuste ocorreu na terça-feira (26), durante reunião colegiada da diretoria da Aneel realizada em Brasília.

De acordo com o balanço divulgado pela Cemig, os custos associados à geração de energia elétrica figuram como os principais fatores que pressionaram o índice deste ano. O avanço dos subsídios e incentivos destinados à geração distribuída, com destaque para a energia solar fotovoltaica, também foi listado como um dos componentes de impacto no cálculo final da tarifa.

A companhia esclareceu que o aumento não será visualizado de forma integral em um único mês. Como o período de faturamento varia para cada cliente, as próximas contas poderão apresentar uma cobrança proporcional, reunindo o consumo medido sob a vigência da tarifa antiga e os dias computados com o novo valor, a depender do calendário de leitura de cada imóvel.

A Cemig ressaltou ainda que a maior parte da arrecadação não permanece com a distribuidora. Cerca de 72,7% do valor total pago pelos consumidores na fatura mensal é destinado ao custeio de itens definidos pela regulação federal e repassados para os demais elos da cadeia do setor elétrico. Esse montante engloba despesas com a compra de energia, encargos setoriais, custos de transmissão e tributos como ICMS, PIS/Cofins, além da taxa de iluminação pública municipal.

Fonte: Hoje em Dia

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