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Quando a pressão alta vira hipertensão? Cardiologista explica

Redação27 de maio de 20264min0
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Hipertensão arterial pode causar infarto, AVC e complicações silenciosas

A hipertensão arterial é uma doença em que a pressão arterial se mantém acima de 13 por 9. Quando o paciente atinge o valor de 12 por 8, é necessário ficar em alerta e iniciar o acompanhamento médico para evitar o surgimento da condição.

A doença atinge principalmente pessoas com mais de 30 anos, mas é cada vez mais comum entre jovens. “A incidência tem aumentado entre adolescentes e crianças, tanto no Brasil quanto no exterior, principalmente devido ao aumento de peso e à obesidade, causados por alterações na dieta. De maneira geral, a maior incidência ocorre a partir dos 30 anos. No entanto, se houver histórico familiar de hipertensão precoce, a avaliação deve começar ainda antes”, destaca o Dr. Roberto Magno Vieira de Oliveira, médico cardiologista da Santa Casa de BH.

Entre as principais consequências da hipertensão, o profissional aponta o infarto e o AVC. “Mas existem outras complicações silenciosas, como as doenças renais. A hipertensão, junto com o diabetes, é a principal causa de pessoas que precisam fazer hemodiálise pelo resto da vida.”

O cardiologista afirma que o excesso de sal na dieta é um fator crucial no surgimento da doença. “Não é o único, mas é um fator crucial. É fundamental envolver quem faz a comida em casa no tratamento, pois a redução do sal deve ser um esforço da família inteira para ajudar o paciente hipertenso”, orienta.

O tratamento pode envolver o uso de medicamentos, mas os pilares fundamentais são o controle do peso e a prática de atividade física. “Algumas pessoas conseguem controlar a pressão apenas com esses dois fatores, embora a medicação seja necessária em muitos casos”.

O Dr. Roberto Magno Vieira de Oliveira também recomenda oração e meditação. “A busca pela paz interior é fundamental para normalizar os picos de estresse. Isso reduz o cortisol (hormônio do estresse), melhora o controle pressórico e ajuda a diminuir a frequência cardíaca, o que favorece muito o tratamento, às vezes até reduzindo a necessidade de remédios”.

Fonte: Itatiaia

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