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Juiz da Comarca de Muzambinho lança livro sobre proteção à infância durante evento do TJMG em Belo Horizonte

Redação26 de junho de 20266min0
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"Antes que o Silêncio Apague a Verdade", escrito pelo magistrado Flávio Umberto Moura Schmidt, foi apresentado durante encontro estadual sobre primeira infância e reúne uma história real para conscientizar sobre o combate à violência contra crianças e adolescentes.

O juiz titular da Vara Única da Comarca de Muzambinho, Dr. Flávio Umberto Moura Schmidt, lançou oficialmente seu livro “Antes que o Silêncio Apague a Verdade” durante o evento “Primeira Infância, Governança e Responsabilidade Institucional”, realizado nesta quinta-feira (25), em Belo Horizonte. Promovido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj), em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), o encontro reuniu magistrados, especialistas e representantes de diversas instituições para discutir políticas públicas voltadas à proteção da infância.

O lançamento da obra aconteceu durante o painel de encerramento do evento, dedicado ao compartilhamento de boas práticas do Fórum Estadual dos Juízes da Infância e da Juventude (Foeji). Na ocasião, Flávio Schmidt apresentou sua experiência com o depoimento especial e a escuta protegida, mecanismos utilizados pelo Sistema de Justiça para evitar a revitimização de crianças e adolescentes vítimas de violência.

Durante sua participação, o magistrado também compartilhou a experiência que inspirou a criação de “Antes que o Silêncio Apague a Verdade”, obra baseada em fatos reais e construída a partir de um caso julgado por ele na Comarca de Nova Resende. A decisão foi posteriormente confirmada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Publicado pela Editora Mizuno, o livro narra a história de uma mulher cuja infância foi marcada pela violência intrafamiliar e pelo silêncio imposto às vítimas. Mais do que uma narrativa literária, a obra busca despertar a conscientização da sociedade sobre a importância da escuta, do acolhimento e da proteção integral de crianças e adolescentes.

Na época do anúncio da publicação, o magistrado destacou que o principal objetivo da obra é servir como instrumento de transformação social.

“O livro foi concebido como instrumento de sensibilização social acerca da violência praticada contra crianças e adolescentes, especialmente no contexto da escuta, acolhimento e proteção integral das vítimas pelo Sistema de Justiça”, afirmou.

O lançamento da obra integra as ações do “Mês da Infância Protegida”, iniciativa instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reúne campanhas de conscientização, mutirões de depoimentos especiais, prioridade na tramitação de processos envolvendo crianças e adolescentes e outras medidas voltadas à garantia dos direitos da infância.

Evento reuniu especialistas de todo o país

O encontro promovido pelo TJMG e pelo TCEMG teve como foco o fortalecimento das políticas públicas voltadas à primeira infância. Ao longo de dois dias, especialistas discutiram temas como saúde mental infantil, impactos do uso excessivo de telas, proteção integral, prevenção de violações de direitos, desigualdades sociais e experiências bem-sucedidas desenvolvidas em diferentes regiões do país.

No painel de encerramento, além de Flávio Schmidt, participou o juiz Ricardo Rodrigues de Lima, da Comarca de Juiz de Fora, que apresentou iniciativas relacionadas ao Plano Municipal da Primeira Infância. A mediação foi conduzida pela desembargadora Alice de Souza Birchal, superintendente da Coinj/TJMG.

Ao final do evento, a desembargadora destacou o sucesso da iniciativa, ressaltando a troca de experiências entre magistrados e especialistas de diversas regiões do Brasil e a importância de disseminar boas práticas voltadas à proteção da infância.

Com o lançamento de “Antes que o Silêncio Apague a Verdade” em um dos principais eventos estaduais dedicados ao tema, a Comarca de Muzambinho ganha projeção no debate sobre a proteção integral de crianças e adolescentes, reforçando o compromisso do Judiciário com a prevenção da violência e a promoção de uma cultura de escuta e acolhimento às vítimas.

*Com informações de TJMG

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