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Violência contra mulher faz 7 vítimas por semana em Minas; sequência de feminicídios assusta

Redação22 de julho de 20266min0
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Dados da Sejusp e da Polícia Civil indicam 148 ocorrências no Estado

De janeiro a maio deste ano, Minas registrou 148 feminicídios consumados ou tentados – são sete vítimas por semana, ou uma a cada 24 horas -, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Sessenta e três mulheres perderam a vida e outras 85, por pouco, não foram assassinadas.

Além disso, chama a atenção o fato de que esse tipo de crime segue sem freios no Estado. Na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, os números são praticamente idênticos, quando houve 149 ocorrências.

Os dados ganham ainda mais peso diante de uma sequência de crimes registrados em Belo Horizonte. Em um intervalo de apenas 24 horas, três casos de violência contra a mulher ocorreram na capital. Na segunda-feira (21), uma mulher de 35 anos foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava. O namorado confessou o crime.

No mesmo dia, uma capitã da Polícia Militar, de 41 anos, foi levada morta para o hospital pelo companheiro, um sargento da corporação de 37. O corpo dela apresentava várias marcas de violência. O militar foi preso em flagrante e é investigado por feminicídio. Hoje, a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante.

Na terça (21), um homem foi preso suspeito de jogar a companheira do terceiro andar de uma residência no bairro Jonas Veiga, na região Leste. A vítima sofreu escoriações após cair sobre o segundo pavimento do imóvel.

Mais de 70 mil mulheres procuraram ajuda

O cenário da violência de gênero vai além dos casos extremos. Entre janeiro e maio deste ano, 70.544 mulheres procuraram as autoridades em Minas para denunciar algum tipo de violência. O levantamento da Sejusp inclui ocorrências de ameaça, lesão corporal, violência psicológica, perseguição, agressões físicas e outros crimes previstos na Lei Maria da Penha.

Combate à violência contra mulher

A comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Cleide Barcelos, reforçou nesta quarta-feira (22), durante velório da capitã da corporação, a necessidade de combater a violência doméstica, o crime contra mulheres.

Emocionada, Cleide disse que a perda da militar representa também a dor de milhares de mulheres vítimas de violência. “Nos meus 29 anos de polícia e dois meses de comando da instituição, eu aprendi uma coisa: não existe nada mais triste do que a perda de uma vida. A morte da capitã e de todas as outras mulheres, em virtude da violência doméstica e familiar contra a mulher, nos toca a alma. Ela nos motiva cada vez mais a lutarmos contra esse inimigo visível e muitas vezes invisível que assola a nossa sociedade”, afirmou.

Segundo a coronel, a corporação mantém o compromisso de atuar na proteção das mulheres mineiras. “Toda a nossa comunidade pode continuar acreditando no firme propósito de nossa instituição de proteger todas as famílias mineiras, todas as mulheres do Estado de Minas Gerais.”

O Hoje em Dia procurou o Governo de Minas, a Polícia Civil e a Prefeitura de Belo Horizonte para falar sobre políticas públicas, ações de prevenção e medidas de enfrentamento à violência contra a mulher. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

Fonte: Hoje em Dia

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