Anvisa registra cinco novas canetas emagrecedoras e amplia concorrência no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou cinco novos medicamentos à base de semaglutida, substância usada no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29/7) e amplia a oferta de canetas com o mesmo princípio ativo do Ozempic no mercado brasileiro, poucos meses após o fim da patente do medicamento de referência.
Com os novos registros, mais laboratórios passam a disputar um mercado que cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado pela alta demanda por medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”.
Quais medicamentos foram aprovados
Os cinco produtos registrados pela Anvisa são:
- Zempneo, da Brainfarma;
- Semavy, da Cosmed;
- Orsema, da Ranbaxy;
- Seemasun, da Sun Farmacêutica;
- Owozy, da Ávita Care.
Apesar da aprovação regulatória, nenhum deles poderá ser comercializado imediatamente.
O que falta para chegar às farmácias
Antes do lançamento, os medicamentos ainda precisam ter o preço máximo definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Somente após essa etapa os laboratórios poderão decidir quando colocar os produtos à venda.
A expectativa é que a entrada de novos fabricantes aumente a oferta de semaglutida no país e estimule a concorrência no segmento.
Avanço após o registro do Ozivy
Os novos registros chegam pouco mais de dois meses depois da aprovação do Ozivy, da EMS, a primeira caneta de semaglutida sintética autorizada pela Anvisa no Brasil.
Na ocasião, a agência esclareceu que o medicamento não é um genérico do Ozempic. Isso porque a legislação brasileira não prevê medicamentos genéricos para produtos biológicos. O Ozivy foi registrado como um medicamento novo, desenvolvido a partir de uma versão sintética da molécula de semaglutida.
Registro não garante oferta no SUS
Segundo a Anvisa, todos os medicamentos aprovados passaram pelas etapas de avaliação de qualidade, segurança e eficácia exigidas para obtenção do registro sanitário.
A agência também ressalta que a autorização para comercialização não significa que os produtos passarão a ser oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, ainda será necessária uma análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), seguida de decisão do Ministério da Saúde.
Fonte: O Tempo


















