Brasileiros gastaram R$ 13 bilhões com cerveja nos últimos 12 meses, aponta consultoria

Comemorado anualmente na primeira sexta-feira de agosto — que em 2026 cai no dia 7 —, o Dia Internacional da Cerveja encontra o mercado brasileiro em plena expansão financeira, apontam estatísticas do setor cervejeiro. Dados da pesquisa CREST, levantados pela Gouvêa Inteligência, mostram que os brasileiros gastaram R$ 13 bilhões com cerveja nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2026, valor 17% superior ao registrado no mesmo período encerrado em junho de 2025.
A Copa do Mundo, que começou em 19 de junho, contribuiu para essa alta. O levantamento analisa hábitos de consumo dentro e fora do lar, perfil dos consumidores, canais de compra, ocasiões de consumo e os principais fatores que influenciam as decisões de compra. As informações, segundo a Gouvêa Inteligência, servem de base para que empresas da indústria, do varejo e do foodservice desenvolvam estratégias mais alinhadas às transformações do mercado.
Apesar do aumento faturado, o volume de transações registrou uma leve retração. Foram 369,2 milhões de transações no período — uma queda de 3% em relação aos 12 meses encerrados em junho de 2025, indicando um aumento no ticket médio gasto pelo consumidor.
O levantamento traçou o perfil de quem consome a bebida no país:
- Faixa etária dominante: A população entre 35 e 59 anos lidera o consumo, representando 66% do público.
- Gênero: Os homens continuam sendo a maioria dos compradores, somando 61% do total.
- Momentos de consumo: As refeições noturnas são o principal cenário para apreciar a bebida, concentrando 60% das ocasiões.
- Canais de compra: Os bares lideram a preferência com 33% das vendas, enquanto supermercados e hipermercados somam 15%.
Na hora de decidir por abrir uma gelada, o comportamento fala mais alto. A conveniência foi apontada por 54% dos entrevistados como o principal fator de decisão, seguida de perto pelo hábito, citado por 53%.
O fator “hábito”, aliás, foi o que mais cresceu no comparativo anual: registrou uma alta de 14% frente ao período anterior, mostrando que a cerveja está cada vez mais enraizada na rotina dos brasileiros. “Compreender esses fatores e transformações de consumo é essencial para que a indústria, o varejo e o setor de foodservice consigam traçar estratégias assertivas no mercado atual”, aponta o estudo da Gouvêa Inteligência.
Número de cervejarias ativas no país é recorde
O crescimento do setor cervejeiro vem sendo sustentado nos últimos anos. O Anuário da Cerveja 2026, publicação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), registrou o maior número de cervejarias em atividades no Brasil da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios brasileiros.
Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, os números do Anuário reforçam a capacidade de adaptação da indústria e sua conexão histórica com os brasileiros. “Os números do Anuário mostram um setor que segue evoluindo e ampliando sua presença no país. Nos cenários desafiadores que enfrentamos em 2025, a cerveja provou que pode se reinventar e se adaptar. O brasileiro faz questão da cerveja em seus momentos de celebração e conexão. E isso faz com que ela seja incomparável”, avalia o dirigente em publicação no site oficial do Sindicerv.
Maior produtora do país, a Ambev divulgou seu balanço financeiro do segundo trimestre de 2026 apontando lucro líquido ajustado de R$ 3,49 bilhões, alta de 23,3% sobre os R$ 2,83 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita líquida consolidada da empresa alcançou R$ 20,15 bilhões, com crescimento orgânico de 6,1%.
Sobre o Dia Internacional da Cerveja
Criada em 2007 em Santa Cruz, na Califórnia, Estados Unidos, O Dia Internacional da Cerveja, que este ano será na próxima sexta-feira (07/08) nasceu para valorizar a cultura cervejeira e homenagear os profissionais do setor. “Hoje celebrada globalmente, a festividade ganha um contorno especial no Brasil, onde a bebida se consolida como uma das paixões nacionais e uma verdadeira força econômica”, analisa a Gouvêa Inteligência.
Fonte: O Tempo


















