• muzambinho.com.br
  • loja.muzambinho.com

Conjuntivites aumentam no inverno e exigem atenção para evitar transmissão e complicações

Redação3 de agosto de 20265min0
conjutivite-olho-5afe9d3bcbd6c48d
Ar seco, temperaturas mais baixas e maior permanência em ambientes fechados favorecem o surgimento da doença; oftalmologista da Unimed Araxá orienta sobre prevenção e tratamento.

Com a chegada do inverno, os consultórios oftalmológicos registram aumento das queixas relacionadas às conjuntivites. A combinação de temperaturas mais baixas, ar seco e maior permanência em ambientes fechados favorece tanto a transmissão das formas infecciosas quanto o surgimento ou agravamento dos quadros alérgicos. Embora seja uma condição comum, a conjuntivite exige avaliação médica para que sua causa seja identificada e o tratamento seja adequado.

Segundo o oftalmologista da Unimed Araxá, Dr. Lisandro Liboni Guimarães Rios, a conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que recobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. “As conjuntivites podem ter diferentes causas. As formas virais estão entre as mais comuns e apresentam elevada capacidade de transmissão. Já as bacterianas são provocadas por diferentes tipos de bactérias e costumam produzir secreção mais intensa. Há ainda as conjuntivites alérgicas, que não são contagiosas e estão relacionadas à exposição a substâncias como poeira, ácaros, pólen e outros alérgenos”, explica.

Entre os sintomas mais frequentes estão vermelhidão, lacrimejamento, coceira, sensação de areia nos olhos e secreção. No entanto, o especialista ressalta que apenas a avaliação oftalmológica permite diferenciar os diversos tipos de conjuntivite de outras doenças que também podem provocar olho vermelho.

Higiene é a principal forma de prevenção

Nas conjuntivites infecciosas, especialmente nas virais, a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto ou indireto com secreções contaminadas. Um simples hábito, como tocar uma superfície contaminada e levar as mãos aos olhos, pode favorecer a disseminação da doença.

“O contágio pode acontecer pelas mãos. Por isso, lavar as mãos com frequência, evitar tocar ou coçar os olhos e não compartilhar toalhas, fronhas, maquiagem, colírios ou outros objetos de uso pessoal são medidas fundamentais para reduzir a transmissão”, orienta o oftalmologista.

O médico também recomenda manter os ambientes ventilados sempre que possível e reforçar a higienização de objetos de uso frequente, especialmente quando houver pessoas com sintomas em casa ou no ambiente de trabalho.

Nem todo olho vermelho é conjuntivite

O tratamento depende da causa da inflamação. Nas conjuntivites virais, a evolução costuma ser autolimitada e as medidas adotadas visam principalmente aliviar os sintomas. Já as formas alérgicas podem exigir medicamentos específicos e controle dos fatores desencadeantes, enquanto algumas conjuntivites bacterianas necessitam de tratamento com antibióticos.

Dr. Lisandro faz um alerta para os riscos da automedicação. “O uso inadequado de colírios, especialmente aqueles que contêm corticoides, pode mascarar doenças, agravar determinadas infecções e provocar complicações oculares”, afirma.

O especialista também destaca que nem todo caso de olho vermelho corresponde a uma conjuntivite. “Dor ocular importante, sensibilidade excessiva à luz, redução da visão, trauma ocular ou piora progressiva dos sintomas são sinais que merecem atenção e avaliação oftalmológica”, ressalta.

Para o oftalmologista, embora muitas conjuntivites apresentem evolução favorável, identificar corretamente sua causa é essencial para orientar o tratamento e prevenir complicações. “Na presença de sintomas oculares, especialmente quando persistentes ou acompanhados de dor ou alteração da visão, a avaliação do oftalmologista é a forma mais segura de cuidar da saúde dos olhos”, conclui.

  • Muzambinho.com

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *