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Minas ultrapassa Rio e se torna o segundo estado com mais inadimplentes do Brasil, diz Serasa

Redação4 de novembro de 20265min0
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Estado reúne 8,05 milhões de consumidores negativados e R$ 56,8 bilhões em dívidas

Minas Gerais ultrapassou o Rio de Janeiro e passou a ocupar a segunda posição entre os estados brasileiros com maior número de consumidores inadimplentes. O estado contabiliza 8.051.188 pessoas negativadas, contra 8.036.425 no território fluminense, segundo dados do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa.

O cenário coincide com o início da 36ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome, que vai até sexta-feira (6) e disponibiliza quase 60 milhões de ofertas de renegociação para os consumidores mineiros, com descontos de até 99%.

A mudança no ranking ocorreu após o Estado mineiro registrar um aumento de 15.333 inadimplentes em relação a agosto, crescimento de 0,19%. No mesmo período, o Rio de Janeiro apresentou redução de aproximadamente 65 mil consumidores nessa condição. Com isso, Minas passou a concentrar o segundo maior contingente de pessoas negativadas do país, atrás apenas de São Paulo.

Segundo o levantamento, os consumidores mineiros acumulam 31,8 milhões de dívidas negativadas, que somam R$ 56,8 bilhões. O valor médio devido por pessoa chega a R$ 7.053,05, o equivalente a aproximadamente quatro registros de dívidas por consumidor inadimplente.

Entre os municípios, BH concentra 1,09 milhão de consumidores negativados e R$9,36 bilhões em dívidas. Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, são 364,8 mil inadimplentes, com valor médio devido de R$ 8.937,88 por pessoa, superior à média estadual e à registrada na capital, de R$ 8.591,38. Juiz de Fora, na Zona da Mata, contabiliza 241 mil consumidores inadimplentes, enquanto Montes Claros, no Norte de Minas, registra 182 mil.

Contas básicas ainda têm peso maior que financeiras em Minas

Além do número de inadimplentes, o levantamento aponta diferenças entre o perfil das dívidas dos mineiros e o cenário nacional. No estado, bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela dos registros, com 26,4% do total, seguidos pelas contas básicas de água, luz e gás, que representam 21,1%. As dívidas com instituições financeiras aparecem na terceira posição, com 19,1%.

No Brasil, a situação é diferente. Pela primeira vez na série histórica, as financeiras assumiram a segunda posição entre os segmentos com maior participação nas dívidas negativadas, chegando a 20,66% do total e ultrapassando as contas básicas, que representam 20,32%. Bancos e cartões seguem na liderança, com 27,16%.

O cenário nacional também é de recorde. Em setembro, o país atingiu 84,2 milhões de consumidores inadimplentes, maior patamar da série histórica iniciada em 2016. As dívidas negativadas já somam R$597,4 bilhões, montante 0,90% superior ao registrado em agosto.

“A inadimplência cresceu 34,17% desde 2020 e aumentou 6% apenas de setembro de 2025 para o mesmo mês desse ano. É o maior índice da série histórica. Desde abril, observamos uma desaceleração no ritmo de crescimento, mas o número continua aumentando”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa.

Fonte: Hoje em Dia

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