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Com soja nos silos, falta espaço para estocar milho e armazéns têm dificuldade no Sul de MG

Redação27 de maio de 20228min0
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Produtores têm esperado preço melhor para vender soja, o que tem gerado dificuldade para armazenamento de milho na região.

A falta de espaço para estocar o milho recém-colhido tem gerado problemas para produtores rurais no Sul de Minas. A culpa disso é da soja, que teve uma boa produção na região e tem ocupado o lugar do milho nos silos.

Três Corações é o município que, segundo o IBGE, é o principal produtor do grão no Sul de Minas. De acordo com a Emater-MG, a produção na microrregião aumentou 10% em relação a 2021.

Algumas empresas da região estão com os estoques cheios. Em outras, apenas 25% dos silos cheios têm milho, o resto é soja.

“A gente recebeu mais soja do que no ano passado e não teve muitas vendas. Normalmente, a gente recebe a soja, os produtores vendem e a soja já sai, deixando a gente liberado para receber o milho. Como não teve essa venda, não teve muita trava futura e o produtor está esperando um preço melhor, não teve esse giro. Essa falta de giro na soja atrapalhou a descarga do milho”, destacou o administrador Pedro Iabrudi.

Com soja nos silos, falta espaço para estocar milho e armazéns têm dificuldade  — Foto: Reprodução/EPTV

Com soja nos silos, falta espaço para estocar milho e armazéns têm dificuldade — Foto: Reprodução/EPTV

A quantidade de milho na Cooperativa Agropecuária de Boa Esperança também aumentou. A Capebe recebeu 408 mil sacas no ano passado. Nesse ano, até o momento, o número já é 50% maior.

Um outro armazém já recebeu mais de 800 mil sacas de sojas e milho nesse ano e a expectativa é bater a marca de 1 milhão de sacas dos grãos.

“Graças ao bom volume de soja e milho esse ano no Sul de Minas, para nós, comunidade armazenadora, foi um bom ano para a prestação de serviços. Porém, seria melhor que a comercialização desses produtos avançasse para que o giro no silo fosse mais rápido e a gente prestasse melhor serviço ao nosso cliente, que é o produtor. Acreditamos que isso só será possível com uma melhora nos preços, assim como no início do ano”, disse o gerente de suprimentos, Fernando Pagliari.

Mas de acordo com o coordenador do Centro de Estudos em Mercado e Tecnologias no agronegócio da Ufla, outros fatores também influenciaram o aumento de estoque nos silos.

“A produção de soja aumentou e ao mesmo tempo a gente também teve uma boa produção de milho. O milho não cresceu tanto quanto à soja, mas ele também teve um incremento importante aqui em Minas Gerais. O primeiro fator, então, é produtividade. O segundo fator é o da própria logística. A gente vem com problemas de Covid na China e a gente vê um problema de fluxo de logistiva mundial nessa questão dos grãos. Aliado à isso, com a guerra também há problemas de recebimento de grãos na Europa”, comentou. Paulo Henrique Leme.

Fonte: G1 Sul de Minas

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