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Beber e dirigir pode custar R$ 29 mil e 10 anos sem habilitação; entenda o projeto

Redação23 de abril de 20263min0
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Nova proposta na Câmara quer doer no bolso dos infratores e afastar motoristas perigosos das ruas por uma década.

Uma nova proposta em tramitação na Câmara dos Deputados promete endurecer drasticamente as punições para motoristas que insistem na combinação perigosa de álcool e direção. O Projeto de Lei, de autoria do deputado Gilvan Máximo, visa alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para aplicar sanções financeiras pesadas e afastamentos prolongados das vias públicas.

Punições rigorosas e reincidência

A proposta foca especialmente naqueles que ignoram a lei repetidamente. Se um motorista for flagrado dirigindo embriagado estando com a CNH já suspensa ou cassada, a multa será multiplicada por 20, chegando a aproximadamente R$ 5,8 mil.

Impacto em casos de acidentes

O texto escala a gravidade das penas de acordo com as consequências de possíveis sinistros:

  • Invalidez permanente da vítima: Multa de cerca de R$ 14,6 mil e suspensão da CNH por até 5 anos.

  • Morte no trânsito: A multa atinge o patamar máximo de R$ 29,3 mil, com o condutor podendo ficar impedido de dirigir por até 10 anos.

Responsabilidade financeira

Além das multas pagas ao Estado, o projeto introduz uma reparação direta às vítimas. O motorista infrator deverá:

  1. Arcar com todas as despesas hospitalares da vítima.

  2. Pagar indenização pelo período de incapacidade laboral.

  3. Em casos de falta de patrimônio, poderá ser obrigado a pagar uma pensão de 30% de seus rendimentos previdenciários.

“O objetivo é reduzir drasticamente os índices de violência nas estradas e ruas brasileiras, punindo com rigor quem coloca a vida alheia em risco”, justifica o autor do projeto.

Próximos passos

Atualmente, a proposta tramita em caráter conclusivo e aguarda análise na Comissão de Viação e Transportes. Outros projetos similares, que sugerem inclusive a perda definitiva do direito de dirigir, estão sendo analisados em conjunto.

Caso seja aprovada pela Câmara e pelo Senado, a nova lei terá um prazo de 360 dias após a sanção presidencial para entrar em vigor, dando tempo para que a sociedade se adapte às novas e rigorosas normas.

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