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Drones identificam mais de 330 mil pontos com água parada e reforçam combate à dengue em Minas

Redação29 de maio de 20265min0
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Monitoramento aéreo por meio do programa VigiDrones mapeou cerca de 497 mil hectares e auxilia municípios no combate à dengue, zika e chikungunya

Mais de 334 mil “pontos de interesse” com potencial para proliferação do mosquito Aedes aegypti foram identificados no segundo ciclo de monitoramento com drones feito pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). A tecnologia integra a política estadual VigiDrones, criada para auxiliar no combate à dengue, zika e chikungunya.

Os pontos identificados são locais com água parada ou com potencial de acúmulo, como caixas d’água destampadas, piscinas sem tratamento, quintais com materiais acumulados e recipientes expostos à chuva.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, as informações levantadas pelos drones são compartilhadas com os municípios para direcionar as ações de combate ao mosquito. Prosdocimi relata que a tecnologia permite que as equipes municipais atuem de forma mais rápida e precisa, principalmente em imóveis fechados ou locais de difícil acesso.

“Quando identificado um foco de água parada que tem a probabilidade de ter o Aedes aegypti, é colocado nesse sistema de informação disponibilizado para que o município possa tirar esse foco, seja de forma mecânica por parte dos agentes de combate às endemias ou por parte do drone”, afirmou.

Segundo a SES-MG, cerca de 497 mil hectares de áreas urbanas já foram mapeados, o equivalente a aproximadamente 696 mil campos de futebol. O trabalho abrange os 853 municípios mineiros e conta com investimento de cerca de R$ 30 milhões.

Além do monitoramento aéreo, a operação utiliza um segundo tipo de drone, menor, capaz de aplicar pastilhas de larvicida em pontos onde os agentes têm dificuldade de entrada, como caixas d’água em telhados e piscinas abandonadas.

“A tecnologia auxilia as equipes locais porque mostra exatamente quais são as zonas de interesse. Isso otimiza o trabalho e permite uma atuação mais direcionada”, disse Prosdocimi.

Segundo o levantamento estadual, o descarte irregular de materiais segue como principal fator de risco para proliferação do mosquito. Entre os locais identificados estão lixo, sucatas, plásticos, entulhos, tonéis, barris, lajes com água acumulada, piscinas, caixas d’água e pneus.

Boletim Epidemiológico

Até a última segunda-feira (25), Minas registrou 61.229 casos prováveis (casos notificados, exceto os descartados) de dengue em 2026. Desse total, 29.116 casos foram confirmados para a doença e há 33 óbitos em investigação. Até o momento, há 23 óbitos confirmados por dengue no estado. Os dados são do Boletim Epidemiológico da SES-MG.

Em relação à febre Chikungunya, foram registrados 12.587 casos prováveis da doença, dos quais 7.862 foram confirmados e há quatro óbitos em investigação. Até o momento, há um óbito confirmado pela doença no estado.

Quanto ao vírus Zika, há 42 casos prováveis e oito casos confirmados para a doença no estado. Não há óbitos confirmados ou em investigação.

Fonte: Hoje em Dia

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