Chegou o inverno: conheça as 5 cidades mais frias em junho em MG


O inverno começa oficialmente neste domingo, dia 21 de junho. às 5h24, e se estende até 22 de setembro, às 21h05. Este ano, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o inverno menos rigoroso do que no ano passado. Mas o frio chegou com força, obrigando os mineiros a retirar do armário e gavetas suas jaquetas, gorros e blusas de lã.
No dia 6 de junho, Belo Horizonte registrou na região Centro-Sul 8,8ºC, a temperatura mais baixa deste ano, segundo a Defesa Civil, nada comparável ao 3,1°C registrado em 1° de junho de 1979, até agora o dia mais frio do ano na capital mineira.
Dados do Inmet revelam quais foram as 10 cidades mais frias de Minas Gerais em 2025:
- 1. Monte Verde, com -2,9°C em 25/6;
- 2. Maria da Fé, com -2,3 em 30/7;
- 3. Patrocinio, com 0,3 em 12/8;
- 4. Bambuí, com 1,7 em 11/8;
- 5. São Sebastião do Paraíso, com 2,1 em 25/6;
- 6. Ituiutaba, com 2,3 em 11/8;
- 7. Passa Quatro, com 2,6 em 25/6;
- 8. Sacramento, com 2,8 em 11/8;
- 9. Passos, com 2,9 em 11/8;
- 10. Uberaba MG, com 3,0 em 11/8.
Em comparação com o ano passado, esse ranking foi alterado radicalmente. Confira as cidades onde os termômetros registraram as temperaturas mais baixas naas primeiras semanas de junho.
1. Monte Verde (0,4 em 7/6)


Localizado na Serra da Mantiqueira, o distrito de Camanducaia (foto acima crédito: Move/Divulgação) combina clima frio, paisagens montanhosas, boa gastronomia e ecoturismo. O vilarejo é cortado pela Avenida Monte Verde, o coração turístico da vila, repleta de lojas, cafeterias, chocolaterias e restaurantes especializados em fondues e culinária de montanha. Para quem busca contato com a natureza, as trilhas que levam à Pedra Redonda e à Pedra Partida oferecem vistas panorâmicas da Serra da Mantiqueira.
Leia nossa matéria: O inverno em Minas tem endereço: Monte Verde; confira 5 atrações na estação
2. Maria da Fé (2,1 em 8/6)


Com altitude superior a 1.200 metros, além do frio, a cidade do Sul de Minas se destaca pela hospitalidade mineira, pelas tradições culturais e por um diferencial raro no Brasil: a produção de azeite de oliva de alta qualidade. A cidade é considerada uma das pioneiras da olivicultura nacional e adotou o título de “Cidade das Oliveiras” (foto acima, crédito: Paulo Campos).
Foi no município que surgiu um dos primeiros azeites genuinamente brasileiros, resultado de pesquisas desenvolvidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Hoje, as oliveiras fazem parte da paisagem urbana e rural da cidade, com fazendas produtoras oferecendo visitas guiadas e degustações. A cidade realiza em maio a tradicional Festa do Azeite,
O clima é o grande cartão-postal. Durante o inverno, o município costuma registrar algumas das menores temperaturas de Minas Gerais, atraindo turistas em busca do charme das montanhas e do frio típico da Mantiqueira. Outro espetáculo da estação é a floração das cerejeiras, que colore ruas e praças com tons de rosa e branco.
Entre seus atrativos, estão o Pico da Bandeira (não confundir com o famoso pico localizado no Caparaó), a 1.680 metros de altitude, a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, do início do século XX, a antiga estação ferroviária, que virou centro cultural e o artesanato produzido a partir das fibras das folhas da bananeira.
3. Patrocinio (4,8 em 7/6)


O café (foto acima, lavouras de café na Fazenda Bom Retiro, de Osmar e Gabriel Nunes, crédito: Nunes Coffee / Divulgação) é o protagonista do turismo de experiência em Patrocínio, município localizado no Alto Paranaíba, a cerca de 400 kmde Belo Horizonte. É nacionalmente conhecido como a “Capital Mundial do Café”. Em plen Cerrado mineiro, desenvolveu lavouras que produzem chamado café do Cerrado
Visitar a cidade é uma oportunidade para conhecer fazendas produtoras, acompanhar etapas da colheita e do beneficiamento dos grãos e degustar cafés especiais premiados. Além das visitas guiadas, cafeterias oferecem experiências de degustação que ajudam a revelar os aromas e sabores ds cafés produzidos na região.
Entre os principais cartões-postais de Patrocínio está a Serra do Cruzeiro e o Cristo Redentor. A serra oferece uma das mais belas vistas panorâmicas da cidade e dos campos do entorno e é bastante procurada por praticantes de caminhadas, ciclismo e turismo contemplativo. Já o Cruzeiro é o mirante mas próximo do município.
4. São João de-Rei (5,6 em 8/6)


Entre as cidades históricas de Minas, poucas conseguem unir tradição, patrimônio cultural e vida urbana de forma tão harmoniosa quanto São João del-Rei. Fundada no século XVIII durante o Ciclo do Ouro, a cidade preserva um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do estado, com igrejas barrocas e casarões coloniais.
A cidade é conhecida como a “Terra onde os Sinos Falam”. Por meio de diferentes combinações de toques, repiques e cadências (chamadas de dobres), os sinos transmitem mensagens específicas à população sobre eventos litúrgicos, celebrações, falecimentos e até mesmo a identidade de quem será homenageado.
Entre os atrativos turísticos do Centro Histórico estão a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, as igrejas de São Francisco de Assis (foto acima, crédito: m.ffotografia / Divulgação) e de Nossa Senhora do Carmo, o passeio de maria-fumaça a Tiradentes, os museus Regional e Ferroviário, o Memorial Tancredo Neves, o Museu de Arte Sacra, as pontes da Cadeia e do Rosário.
5. Manhuaçu (5,6 em 7/6)


Ao leste de Minas Gerais, a cerca de 290 km de Belo Horizonte, a cidade de Manhuaçu tem origem na palavra indígena mayguaçu, que significa “rio grande”, uma referência ao rio que corta a região. Entre seus atrativos estão o Balneário do Sette, a Matriz do Bom Pastor e a Igreja de São Lourenço e a Casa da Cultura.
O município é conhecido nacionalmente pela produção de cafés especiais. Recentemente, o turismo de experiência tem prosperado na região, com diversas propriedades rurais recebendo visitantes interessados em conhecer o processo de produção dos cafés especiais, desde o cultivo até a torra.
Manhuaçu também uma região de natureza privilegiada, sendo a porta de entrada para o Parque Nacional do Caparaó (foto acima, crédito: Reproducao / Instagram / @mochileirosdeminas), onde está localizado o Pico da Bandeira, o terceiro ponto mais alto do Brasil, com 2.890 metros de altitude. Por isso, os viajantes utilizam a cidade como base para explorar as montanhas da região.
Fonte: O Tempo

















