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Sem celular, estudantes têm redução de conflitos, cyberbullying e ansiedade nas escolas

Redação30 de junho de 20263min0
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Pesquisa do MEC feita com professores da rede de ensino pública mostra que 88% percebem queda nos conflitos, agressões físicas e ataques virtuais; 86% apontam redução da ansiedade entre estudantes

A restrição do uso de celulares nas escolas contribuiu para a redução de conflitos, casos de bullying e cyberbullying, segundo 88% dos professores da rede pública ouvidos na Pesquisa Nacional sobre a Restrição de Celulares nas Escolas, divulgada nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Educação (MEC).

Durante a apresentação dos resultados, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, afirmou que uma das principais reclamações identificadas em pesquisas anteriores com estudantes do 6º ao 9º ano era a sensação de falta de acolhimento diante de agressões físicas e virtuais.

“A escola estava lidando mal. Eles não se sentiam protegidos e escutados, e muito desse bullying era ampliado pelo cyberbullying”, afirmou.

A secretária também destacou a importância do ambiente escolar para o desenvolvimento dos estudantes, defendendo a convivência presencial em detrimento do homeschooling, que é o ensino domiciliar. Segundo ela, a escola não tem apenas a função de transmitir conteúdos, mas também de desenvolver competências sociais fundamentais.

“Em um ambiente menos diverso, essas habilidades são retiradas da aprendizagem. Existem dimensões da aprendizagem que são potencializadas com a colaboração, a cooperação e a aprendizagem”, explicou.

Ansiedade é menos presente

Outro dado apresentado pela pesquisa mostra que 86% dos professores perceberam redução da ansiedade entre os estudantes após a restrição ao uso de celulares no ambiente escolar. Para o MEC, o resultado está relacionado ao uso mais consciente e direcionado dos dispositivos.

“O que a gente tentou foi ajudar toda a comunidade escolar a reorganizar as práticas cotidianas para reduzir os aspectos nocivos do uso do celular, como a ansiedade e a falta de concentração, sem deixar de incentivar os usos positivos da tecnologia para fins pedagógicos”, concluiu Kátia Schweickardt.

Fonte: Itatiaia

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